Na teoria
Diversificar é não colocar todos os ovos no mesmo cesto. Diversificar é dividir o nosso investimento (os ovos) por diferentes (cestos) tipos de produtos, sectores económicos, pontos geográficos, moedas, empresas e demais critérios.
Quem já tenha dedicado um pouco do seu tempo a ler sobre investimentos, sabe que a máxima da diversificação é frequentemente invocada. O objectivo é que o nosso investimento não esteja demasiado exposto a um determinado factor (risco específico), tentando que apenas tenhamos de nos preocupar com o risco de mercado.
Na prática
Isto na teoria é tudo muito interessante, mas na prática é que se pode ver o que significa não diversificar.
Imagine que há 3 meses tinha decidido investir todo o seu dinheiro no sector financeiro (bancos e seguradoras), sem ser numa empresa específica. Era perfeitamente normal que tivesse obtido perdas de -15% a -20%.
Agora imagine que investiu no sector financeiro mas numa empresa em particular - BPI. Nesses mesmos três meses passou de quase €6 para perto de €3. Uma perda de -40% a -50%.
Por fim, imagine que investiu no banco americano Bear Stearns (um banco americano que factura 7-8 vezes mais do que o BCP). Neste período a cotação desta empresa passou de mais de $90 por acção para menos de $5. Uma perda de -90% a -95%.
Tudo isto para explicar que a diversificação não é apenas conversa. Para um investidor, diversificar é essencial. Dei o exemplo do sector financeiro, mas ao longo dos anos é fácil encontrar muitos outros, como a desvalorização do dólar ou a bolha tecnológica de 2000/2001.
Portanto, quando pensar em apostar tudo numa empresa, num país, num sector ou numa moeda, lembre-se que o azar pode bater à porta. Com força.