Junho 23, 2009

Comparar créditos habitação - Passo 0

Comparar créditos habitação não é uma tarefa simples, uma vez que a oferta do mercado é muito variada e cada Banco tem diversos produtos, cada um com características muito próprias.

Ao longo das próximas semanas vou tentar ajudar, publicando artigos que apresentam critérios de comparação entre créditos habitação.

Para começar, deixo aqui o passo 0: recolha de informação. De modo a ser possível comparar efectivamente diferentes créditos habitação é necessário obter os dados que são realmente importantes. Neste sentido, criei um guião de recolha, que poderá utilizar para obter os dados necessários e que espero que lhe seja útil.

No próximo artigo desta série vou iniciar a análise dos principais critérios de comparação. Espero que passe por cá. Se tiver alguma sugestão, por favor deixe um comentário.

Comentários (3)

Junho 4, 2009

Ajudar-se a si ajudando o blog

Se o Pedro e o Blog já alguma vez lhe foi útil, esta é a melhor oportunidade de ajudar, ajudando-se a si ao mesmo tempo.

Para tal, basta subscrever gratuitamente a Deco Proteste durante 2 meses, podendo desistir até 1 mês após a subscrição, sem quaisquer encargos.

Ao subscrever a Deco Proteste tem acesso a:

  • Acesso completo ao portal da Deco (com simuladores, artigos, comparativos, etc…);
  • Acesso ao serviço de escolhas acertadas por telefone (que lhe permite saber rapidamente qual é a melhor escolha para produtos que pretende comprar);
  • Aconselhamento jurídico e fiscal por telefone;
  • Revista Proteste (uma por mês);
  • Revista Dinheiro & Direitos (uma cada dois meses);
  • Revista Teste Saúde (uma cada dois meses).

Além de tudo isto, ainda ajuda o Pedro e o Blog, que recebe uma comissão por cada pessoa que se registe, mesmo que usufrua apenas do período experimental. Obrigado.

Como desistir

Se não quiser continuar a subscrição da Deco Proteste após o período experimental, basta enviar um e-mail a informar dessa decisão no prazo máximo de 1 mês após o início da subscrição. O email deve ser enviado para assinaturas@deco.proteste.pt , com o texto seguinte:

Exmos. Srs.,

Venho por este meio solicitar a desistência da subscrição dos vossos produtos, após o período experimental de que estou a usufruir. Os meus dados de cliente são:

Nome: <nome>
Número de sócio/subscrição: <número>
Morada: <morada
e-mail: <e-mail>
Telefone: <e-mail>

Com os melhores cumprimentos,
<nome>

Mesmo após o período experimental pode sempre desistir em qualquer altura, sendo-lhe apenas cobrado o mês em curso.

Espero que aceite esta sugestão de bom grado e aproveite as sugestões da Deco para efectuar as melhores escolhas para as suas Finanças Pessoais.

Comentários (15)

Junho 1, 2009

Débitos directos: sim ou não?

Os débito directos são uma forma prática e automática de pagar contas recorrentes (água, gás, electricidade,…), mas serão uma boa ideia para quem quer gerir eficazmente as suas finanças pessoais?

Na minha opinião são, pois apresentam as seguintes vantagens:

  • Comodidade;
  • Segurança;
  • Potencial de poupança.

Comodidade

Ao automatizar os pagamentos recorrentes vai poupar tempo e paciência, que pode utilizar noutras actividades de maior valor acrescentado ou de lazer. Se contabilizar o tempo que demora a pagar cada uma das contas (nunca menos de 5-7 minutos por cada) e comparar isso com os 5 minutos que vai passar a necessitar para conferir o extracto bancário (confere o extracto, não confere?), vai rapidamente aperceber-se que pode ganhar muito tempo para si.

Segurança

Se pensa que os débitos directos são uma carta branca para as empresas lhe cobrarem o que bem entendem, desengane-se:

  1. Quando cria uma autorização de débito directo pode (e deve) colocar um limite por cada débito. Desta forma qualquer débito acima desse valor é automaticamente rejeitado pelo banco;
  2. Se por acaso lhe cobrarem um valor que considera indevido, pode exigir ao seu banco que lhe credite a conta até 30 dias após o crédito, sem ter de dar qualquer explicação. Para confirmar este e outros mecanismos de protecção ao devedor, consulte o caderno de débitos directos do Banco de Portugal.

Potencial de poupança

Automatizar os pagamentos é uma das vertentes de uma gestão financeira equilibrada (automatizar a poupança e os investimentos são outras, mas isso fica para um próximo artigo). Ao fazê-lo vai dispor de mais tempo para analisar os seus custos, sendo que certamente encontrará oportunidades de os baixar (pode por exemplo simular qual será a melhor tarifa de electricidade para si).

Adicionalmente, evitará o pagamento de multas e reactivações de serviços porque se esqueceu de pagar alguma conta a tempo.

Sugestões importantes

Para que tudo corra bem com os débitos directos, deixo-lhe as seguintes sugestões:

  • Coloque sempre um limite de valor para as autorizações de débito directo que criar;
  • Não se esqueça de guardar 5 minutos por mês para confirmar que os débitos efectuados correspondem às facturas que lhe dizem respeito;
  • Garanta que a sua conta dispõe dos fundos necessários;
  • Se detectar alguma inconformidade numa factura, mande cancelar imediatamente a autorização de débito directo e se a sua conta já tiver sido debitada peça ao banco para reverter a operação;
  • Não use os débitos directos como forma de se esquecer das suas obrigações. Periodicamente verifique as suas contas e veja se é possível optar por alternativas mais baratas;
  • Utilize o fórum para partilhar as suas experiências e dúvidas.

Comentários (11)

Maio 13, 2009

Desempregados: -50% na prestação do crédito habitação

Hoje entra em vigor um Decreto-Lei que permite aos desempregados reduzir temporariamente a prestação do seu crédito habitação em 50% (até um limite de €500), durante um prazo máximo de 24 meses.

Atenção, porque esta redução/bonificação terá de ser paga ao Estado acrescida de juros, a partir do final da bonificação e até ao final do contrato do crédito habitação (e opcionalmente durante mais dois anos).

Quem pode aceder?

Desempregados inscritos no centro de emprego há mais de 3 meses e cujo crédito habitação tenha sido efectuado antes de 19 de Março de 2009. No caso do crédito estar em nome de duas pessoas, basta uma delas preencher a condição de desempregado.

Como funciona?

Para aderir ao protocolo, basta dirigir-se ao banco onde tem o crédito habitação e efectuar o pedido. Segundo o Decreto-Lei, o processo está totalmente isento de taxas emolumentares, comissões e despesas.

Pelo que tenho conhecimento, os bancos que já aderiram são os seguintes: Caixa Geral de Depósitos, Millenium BCP, BES, Banco de Investimento Imobiliário, BPI, Montepio Geral, Barclays, UCI, Banif, Finibanco, Caixa Central e Banco Português de Negócios.

Quanto me vai custar no futuro?

Após o término do período de bonificação, vai ter de começar a pagar ao Estado os valores bonificados, acrescidos de juros ao valor da Euribor 6 meses deduzida de 0,5%. Na prática acaba por ter de pagar juros sobre o capital e juros que devia ter pago ao banco.

Vantagens e Desvantagens

A principal vantagem desta redução é que permite aos desempregados baixar a prestação no curto prazo, o que pode ser o suficiente para evitar situações de incumprimento bancário e os respectivos gastos e despesas adicionais, enquanto a actividade profissional não é retomada.

A maior desvantagem desta redução é que no longo prazo acaba por sair cara, uma vez que é necessário devolver ao Estado os valores “emprestados”, acrescidos de juros.

Devo aderir?

Se apesar de estar desempregado não tiver problemas em continuar a pagar a prestação do seu crédito habitação, então não deve aderir, uma vez que terá gastos futuros desnecessários.

Por outro lado, se ao estar desempregado considera que está em risco iminente de incumprimento, então deverá aderir se esta redução de 50% o colocar numa posição confortável, uma vez que é preferível o custo desta dívida ao incumprimento bancário. Contudo, deverá fazer o possível para beneficiar desta redução durante o mais curto espaço de tempo possível, caso contrário chegará ao final da bonificação com o total da prestação para pagar mais os valores de bonificação entretanto recebidos (acrescidos de juros).

Comentários (20)

Maio 7, 2009

Segurança na Internet

Segurança na Internet

A propósito de um tópico do fórum sobre Phishing (o que é?), lembrei-me de escrever este artigo sobre segurança na Internet.

Apesar da segurança na Internet não estar directamente relacionada com as Finanças Pessoais, seguir um conjunto básico de regras pode poupar-nos muitas dores de cabeça e mesmo dinheiro (imagine se alguém conseguisse ter acesso ao seu banco online).

HomeBanking

Qualquer banco que se preze tem um canal online para os seus clientes, muito prático para todos nós. Infelizmente, têm havido muitos casos de obtenção ilícita de dados de autenticação, para aceder às nossas contas e efectuar transacções sem o nosso conhecimento.

Para se proteger deve fazer o seguinte:

  • Nunca memorizar as suas palavras-chave no computador;
  • Não responder a mails suspeitos, especialmente se aparentarem ser do seu banco e lhe pedirem dados;
  • Quando aceder ao site do seu banco, certifique-se que o endereço é o correcto. O ideal é digitá-lo pessoalmente, ao invés de carregar nalgum link;
  • A maior parte dos bancos utiliza agora também um cartão cheio de números de autenticação, pedindo normalmente 3 números para confirmar as transacções. Nunca deverá introduzir todos os números do cartão, se lhe surgir um pedido do género está a ser alvo de fraude e deverá comunicar ao seu banco.

Compras

É cada vez mais prático e frequente fazermos compras na Internet, sendo que um dos meios preferenciais de pagamento é o cartão de crédito. Contudo, esta operação pode ser arriscada, uma vez que nem sempre temos a certeza sobre o que acontece aos dados do nosso cartão, especialmente se estamos a trabalhar com um fornecedor desconhecido.

A forma mais fácil e segura de nos precavermos é aderir ao MBNet. A adesão ao MBNet é gratuita e pode ser feita em qualquer Multibanco e após essa operação é possível no site do MBNet gerar cartões de crédito virtuais, com limites máximos de utilização e que só podem ser usados uma vez.

Imagine que está a fazer uma compra, ao invés de inserir os dados do seu cartão de crédito, acede ao MBNet, gera um cartão de crédito virtual com um limite máximo igual ao da sua compra e utiliza os dados gerados. Simples, fácil e muito seguro (e gratuito, já agora).

Divulgação de informação pessoal

Com a profusão de redes sociais (Hi5, MySpace, Facebook, etc…) é cada vez maior a informação sobre nós que está disponível online. A regra de ouro para nos protegermos é não divulgar nada que possa ser utilizado por terceiros para nos prejudicar, tais como:

  • Números de documentos de identificação;
  • Morada;
  • Telefones;
  • Números de contas;
  • Etc…

Envio de documentos de identificação

Quer online quer na vida palpável existe a necessidade ocasional de envio de cópias de documentos de identificação. Normalmente enviamos tais cópias sem grandes preocupações, esquecendo-nos da crescente existência de casos de roubo de identidade.

Para estes casos, a solução é dupla: (1) evitar fornecer cópias de documentos relevantes, excepto se for estritamente necessário; e (2) sempre que fornecer essas cópias garantir que escreve por cima, a letras bem grandes, o objectivo das cópias (por exemplo “APENAS PARA AVALIAÇÃO CRÉDITO HABITAÇÃO”).


Use e abuse da Internet, mas faça-o com segurança! Se tiver sugestões adicionais sobre como nos devemos proteger dos perigos online, escreva no fórum ou deixe um comentário.

Comentários (11)

Março 27, 2009

ABC dos PPRs

Nos últimos dias tive oportunidade de participar numa rubrica do Jornal da Manhã da TVI24, cujo tema subjacente eram PPRs. Percebi que ainda existe um significativo desconhecimento das particularidades dos mesmos, pelo que decidi escrever este ABC dos PPRs.

O que são PPRs?

Os PPRs são fundos de poupança, para os quais os subscritores entregam um valor (prémio - único ou periódico) a uma sociedade gestora (banco, seguradora, etc). A sociedade gestora investe o dinheiro dos subscritores em valores mobiliários, participações em instituições de investimento colectivo, dívida de curto prazo, depósitos bancários ou outros activos de natureza monetária, tentando rentabiliza-lo.

Na reforma (ou a partir dos 60 anos) o PPR pode ser reembolsado, recebendo totalidade ou parte do valor da poupança, sob a forma de uma renda mensal vitalícia ou um misto dos dois.

Um factor muito atractivo dos PPRs é que permite deduzir no IRS 20% do valor aplicado, com um limite de €400, €350 ou €300, para idades até 35 anos, 35-50 anos e mais de 50 anos, respectivamente.

Têm risco?

Os PPRs são uma designação bastante genérica, pelo que cada sociedade gestora tem os seus próprios produtos. A maior parte deles investe de uma forma cautelosa, tentando obter rentabilidade positivas para os subscritores (embora baixas).

Contudo, existe um grupo de PPRs que investe de forma mais agressiva (e portanto com maiores riscos). Por outro lado, também existe um grupo de PPRs que garantem o capital e/ou uma taxa de rendimento.

Quanto vou receber?

Com a excepção dos PPRs com capital e taxa garantidos, não é possível saber com exactidão. Ainda assim é prática corrente das sociedades gestoras apresentarem os valores previstos nos seus simuladores, com base no desempenho passado.

Reembolso e mobilização

Regra geral o PPR só pode ser reembolsado na reforma (ou a partir dos 60 anos) e após 5 anos após a aplicação. Existem outros casos em que o reembolso é também permitido sem perda de benefícios fiscais, tais como desemprego de longa duração, doença grave, etc…

De qualquer forma, é sempre possível efectuar o reembolso do PPR, perdendo os benefícios fiscais, embora neste caso se possa incorrer em custos adicionais conforme o contrato que se tiver efectuado com a sociedade gestora.

Custos

Nos PPRs há que ter em conta os seguintes custos (que por vezes são muito significativos):

  • Custos de Subscrição - quanto pagamos por aplicar o dinheiro no PPR;
  • Custos de Gestão - quanto pagamos para que a sociedade gestora faça o seu trabalho;
  • Custos de Resgate - quanto pagamos caso queiramos reembolsar o PPR;
  • Custos de Transferência - quanto pagamos caso queiramos transferir o PPR para outra sociedade gestora. Foi aprovado (ainda não está em vigor) um decreto-lei que limita em 0% os custos de transferência para os PPRs sem garantia de capital e de rendibilidade e em 0,5% para os restantes casos.

Vantagens

Os PPRs têm essencialmente duas vantagens. A primeira está relacionada com os benefícios fiscais, que podem atingir o máximo de €400. A segunda é que obrigam à poupança, pelo que são indicados para aqueles que têm especial dificuldade em poupar algum dinheiro.

Desvantagens

As principais desvantagens dos PPRs estão relacionadas com os custos envolvidos, conforme vimos acima, e com a fraca liquidez, ou seja, não é fácil/barato ser reembolsado.

PPRs do Estado

Para além dos PPRs normais, existem também os PPRs do Estado, chamados de Certificados de Reforma. Apesar de não serem realmente PPRs (têm um enquadramento fiscal diferente), são muito semelhantes, pois consistem em entregar um prémio à Segurança Social, que será investido com o objectivo de obter um rendimento positivo e um complemento à reforma.

Recursos adicionais

Para mais informações sobre PPRs, consulte os seguintes recursos:

Comentários (17)

Fevereiro 27, 2009

Como ir ao cinema e gastar menos dinheiro?

A propósito de um passatempo lançado aqui no blog, a Cristina Coelho deixou um conjunto de dicas interessantes para que gaste menos dinheiro quando vai ao cinema, que partilho consigo.

Desde que deixei de ser estudante deparei-me com este problema: adoro ir ao cinema, no entanto os bilhetes estão cada vez mais caros (aqui por Coimbra um bilhete para uma sessão normal são €5,50, ao que acrescem €1,5 quando o filme é a 3D). Assim, deixo aqui algumas sugestões:

  • Ser sócio da FNAC, confesso que tinha o cartão e não sabia desta vantagem. Custo 1 bilhete de cinema = €4,40;
  • Cartão de estudante. Custo 1 bilhete de cinema = €4,60;
  • Estar inscrito em www.uailde.com e acumular pontos (através de login no site, carregamentos TMN, introdução de códigos que se encontram nos recibos do McDonalds, entre outros). Custo 1 bilhete de cinema = €4,00 + 500 pontos;
  • Ir ao cinema à Segunda-Feira (esta já é velha);
  • Portador Cartão Jovem (esta também é velha).

E a melhor de todas: Ante-estreias. Por vezes é difícil ganhar convites, no entanto a rádio oficial de cada filme, o site do cinema do sapo ou os sites de algumas revistas, como a FHM, costumam oferecer convites. Custo 2 bilhetes de cinema = €0.

Além do preço dos bilhetes há que tentar evitar:

  • Comprar pipocas e bebida (infelizmente as pipocas dão sede), ou então levar uma garrafinha de água dentro da mala;
  • Evitar comprar o pacote médio de pipocas porque “são só mais 20 cêntimos” (no entanto o pequeno não se come todo).

Tem mais sugestões para poupar nas idas ao cinema? Deixe um comentário e partilhe com todos.

Comentários (42)

Fevereiro 11, 2009

Simulador IRS 2008

Agora que os prazos para a entrega do IRS se aproximam* o Pedro e o Blog tem o prazer de disponibilizar um simulador para o IRS de 2008, elaborado de forma altruísta pelo Francisco, leitor activo.

Adicionalmente, criei também um tópico no fórum para que todos possamos saber que simuladores estão disponíveis por .

O meu sincero Obrigado ao Francisco, que se estende a todos aqueles que continuam a contribuir para o fórum e para o blog, aumentando a consciência financeira em Portugal.

* Declarações entregues em suporte de papel
a) de 2 de Fevereiro até 16 de Março para declarar exclusivamente rendimentos das categorias A e H
b) de 16 de Março até 30 de Abril, nos restantes casos

*Declarações enviadas pela Internet
a) de 10 de Março até 15 de Abril para declarar exclusivamente rendimentos das categorias A e H
b) de 16 de Abril até 25 de Maio, nos restantes casos

Comentários (85)

Fevereiro 10, 2009

Taxa fixa, a opção certa?

Numa altura em que a Euribor a 3M roça os 2% (um valor muito próximo da taxa de referência), muitos se interrogam se a opção pela taxa fixa será a melhor opção. A minha opinião está parcialmente dependente do prazo para o qual se pretende fixar a taxa, ora vejamos.

As taxas fixas variam bastante, essencialmente de acordo com o prazo em que se pretende fixar o crédito. A título de exemplo, nestes dias a taxa a 3 anos está a 2,5% e a 15 anos ronda os 4% - uma diferença bastante significativa (a tudo isto há sempre que somar o spread cobrado pelos bancos). Isto acontece porque quanto maior o prazo maior incerteza, logo maior risco e taxas mais elevadas.

A 2-3 anos

Dito isto, não me parece que no médio prazo (2-3 anos) seja interessante optar pela taxa fixa, uma vez que dificilmente assistiremos a uma rápida recuperação económica e correspondente* aumento generalizado de taxas. Traduzindo, é altamente improvável que num período de 2-3 anos se venha a provar ter sido vantajoso optar pela taxa fixa correspondente.

Para prazos alargados (5 ou mais anos)

Para prazos maiores (5 ou mais anos), a escolha já me parece bem mais difícil e aqui é que reside o problema. É que se por um lado a estabilidade orçamental é sempre bem-vinda, optar por taxas com o dobro do valor das taxas variáveis actuais é complicado de justificar, já para não falar nas comissões mais elevadas nas amortizações antecipadas (2% face a 0,5% no caso dos créditos variáveis). Uma escolha difícil e sobre a qual tenho dificuldade em assumir uma posição clara.

Qualquer que seja a sua escolha, existem duas regras de ouro que deve seguir:

  • Se optar pela taxa variável - aproveite as taxas baixas para poupar o dinheiro que pode vir a precisar nos tempos mais difíceis;
  • Se optar pela taxa fixa - lembre-se que ainda que hoje pague mais, um dia há-de chegar em que está a poupar por ter tomado esta opção.

* Não é linear que num período de recuperação económico se observe subida das taxas de juro, mas existe um correlação significativa.

Artigo patrocinado por Money GPS: A melhor solução de crédito habitação para si em Lisboa.

Comentários (11)

Fevereiro 6, 2009

Reclamações: como ser mais eficiente

Na gestão das finanças pessoais reclamar das situações incorrectas é essencial, de forma a defendermos os nossos direitos e, no limite, o nosso dinheiro. Porque o crédito habitação está muito alto, porque nos cobraram comissões indevidas, porque o seguro afinal não cobre o que deveria, enfim, porque consideramos que a situação actual está afastada do que foi combinado e/ou do que é justo.

Reclamar é fácil, mas pela experiência que tenho tido obter bons resultados depende da posição em que estamos e da forma como abordamos o assunto. Abaixo apresento 3 mecanismos que considero altamente relevantes para que tenha maior sucesso nas suas reclamações.

1. Definir um plano

Um plano de reclamação deve consistir em: estruturar o problema, definir o objectivo da reclamação, apresentar soluções alternativas/concorrentes e por fim estabelecer quais os próximos passos.

Imagine que acha que está a pagar comissões bancárias em demasia. A estruturação do problema é fácil: “Todos os meses pago €XXX por um serviço que não usufruo”. Objectivo: “Reduzir ou eliminar essas comissões”. Solução alternativa/concorrente: “Mudar o tipo de conta ou, no limite, mudar de banco”. Próximos passos (a definir durante o processo de reclamação): acompanhar a alteração do tipo de conta ou dar início à abertura de nova conta.

2. Insistir, insistir, insistir

Reclamar é chato. Dá trabalho, ninguém gosta de o fazer e normalmente do outro lado não há a compreensão necessária. Mas para que a reclamação tenha sucesso não se pode desistir.

Pode ser preciso falar muitas vezes com a mesma pessoa, pode ser necessário falar com diversas pessoas, mas é certo que dificilmente alguém fará alguma coisa por si se não insistir.

3. Manter a cordialidade e o respeito

Em determinadas reclamações mais sensíveis/duradouras chega-se frequentemente a um ponto em que as partes começam a demonstrar algum nervosismo. Nessas situações é imprescindível manter a cabeça fria e a serenidade, pois discussões acesas não são positivas nem para o seu sistema nervoso nem para o objectivo da reclamação.

Ter toda a razão do Mundo não justifica faltar ao respeito do seu interlocutor, até porque uma pessoa ofendida não costuma ter grande vontade em ajudar.

Boas reclamações!


Artigo patrocinado por Seguros Logo. Descubra quanto pode poupar, sem compromisso. Se aderir, tem 2 meses de seguro grátis (sem sorteio).

Comentários (16)