Março 10, 2010

Custo total de posse

No mundo empresarial existe um conceito muito importante na compra de algum bem: custo total de posse (total cost of ownership, em Inglês). Este conceito também pode (e deve) ser aplicado ao nível das finanças pessoais.

O cálculo do custo total de posse é muito relevante na compra de qualquer bem, pois através deste indicador conseguirá entender melhor quanto lhe custará usufruir do bem durante a vida útil do mesmo. Para tal deve ter em conta custos actuais e futuros associados (directa ou indirectamente) ao bem, tais como:

  • O bem precisa de outros produtos/serviços para funcionar? Se sim, quanto custam?
  • O bem necessita de manutenção? A que preço e com que periodicidade?
  • A compra do bem envolve outros custos (taxas, envios, …)? Quais e quanto custam?
  • No final da vida útil do bem terei alguns custos para me desfazer do mesmo?

Se pensarmos no exemplo do automóvel é fácil entender a importância associada a esta simples análise:

  • Um automóvel necessita de combustível para andar. Que tipo de combustível utiliza e qual o consumo?
  • Também é necessário possuir um seguro. Que seguro é adequado para este tipo de veículo?
  • Os automóveis necessitam de manutenções periódicas (vulgo revisão), qual a sua periodicidade e custos esperados?
  • Para além do preço “chave-na-mão”, terei de pagar despesas de legalização e de transporte?
  • No final de vida pode existir algum custo para abater o automóvel. Se esse for o caso, quanto custará?

Como facilmente concluirá, ir para lá do “simples” preço de um bem é muito importante. Por um lado ajuda-nos a compreender o total de custos envolvidos e por outro ajuda-nos a comparar diferentes bens (e.g., um automóvel mais caro “à cabeça” pode acabar por ser mais barato se tiver manutenções mais espaçadas e de menor custo).

Neste artigo dei o exemplo da compra de um automóvel, mas é uma análise que pode (e deve) ser utilizada para muitos mais bens: habitação, consola de jogos, computador, telemóvel, …

Já sabe, agora quando for comprar algum bem olhe para lá do preço afixado.

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Março 2, 2010

Escolher um PPR

O José Ribeiro enviou-nos um artigo interessante sobre alguns critérios que pode utilizar na escolha de um PPR. Apesar de eu pessoalmente não ser um grande adepto dos PPRs, a verdade é que há muita gente adopta este tipo de instrumentos de poupança, pelo que considero o guia escrito pelo José de bastante importância.

1. Consulte o portal do consumidor de seguros e fundos de pensões. Este portal permite:

  • Comparar comissões e rendibilidades dos seguros PPR;
  • Consultar recomendações dos provedores;
  • Pedir dados sobre os beneficiários por morte do segurado ou subscritor.

2. Certifique-se que o produto é:

  • Rentável – verifique a rendibilidade no longo prazo e privilegie os que tiverem rentabilidades acima da taxa de inflação média, sempre ponderando com o perfil de risco do produto;
  • Simples – com a leitura do prospecto simplificado deve saber em que activos investe o fundo, se tem garantia de capital e qual o nível de risco associado;
  • Transparente – o prospecto deve informar sobre todos os custos do produto, tais como comissões de aquisição, transferência, reembolso e custos de gestão anual;
  • Flexível – o produto deve permitir que os clientes mudem de perfil de risco sem serem penalizados por isso.

Para entender melhor como funcionam os PPR, pode também consultar o ABC dos PPRs.

Informação adicional

Desde há algum tempo que existem novas regras e taxas para as transferências de PPR (DL 125/2009), que convém conhecer para estar totalmente informado.

Em concreto, o novo regime jurídico dos PPR determina a transferência sem custos, isto é, não sujeita a qualquer taxa de transferência, para os produtos sem garantia de capital e de rendibilidade. Para os restantes casos, apenas poderão cobrar uma taxa máxima de transferência de 0,5% valor a resgatar.

O decreto-lei em causa pretende uniformizar as designações das comissões cobradas pelas entidades gestoras e pelos depositários, quer sejam as comissões de constituição, permanência, transferência ou resgate.

Por último, o diploma determina ainda que o consumidor passe a receber anualmente informação sobre os custos e o rendimento desses produtos e que as rentabilidades históricas, que as instituições fornecem aos seus clientes, sejam deduzidas das comissões cobradas.

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Fevereiro 17, 2010

Solução Anti-Crise Pessoal

Os mais atentos poderão ter verificado que ontem disponibilizei uma página sobre uma Solução Anti-Crise Pessoal, disponibilizada pelo Daniel Pinto. Aconselho que vejam o artigo e visitem o site do Daniel, para conhecerem em detalhe do que se trata, estou certo que não se irão arrepender.

Nas próximas semanas conto também publicar mais conteúdos sobre a Solução Anti-Crise Pessoal (SACPessoal), nomeadamente um pequeno manual em vídeo sobre como pode utilizar e tirar melhor partido da mesma; não perca.

Aproveitei também a gentileza do Daniel para lhe fazer algumas perguntas sobre a Solução Anti-Crise Pessoal, que pode ver abaixo.

Pedro: Como surgiu a ideia?
Daniel Pinto: Sempre gostei do “Business Intelligence”, além de muitas pessoas não saber do que se trata, creio que se for aplicado no dia-a-dia, nos poderemos tirar melhor partido das nossas finanças. O que fiz foi pegar nos conceitos “básicos” de “Business Intelligence”, optar por uma ferramenta que toda a gente conhece, neste caso o Excel, e através da aplicação do conceito e do uso da ferramenta desenvolver uma solução com os objectivos de ser simples, “user friendly” e oportuna.
Esta solução não é de todo, nem pretende ser uma solução de “Business Intelligence”. Pretende sim a “profissionalização” da nossa “carteira” para ter um maior proveito das nossas finanças.

Pedro: Quais as vantagens e como pode ajudar na gestão do orçamento?
Daniel Pinto: Tal como as empresas, no início do ano, deveremos “planear” um orçamento. Mesmo que este não esteja correcto, pelo menos ficaremos com um ponto de partida. No final do ano, poderemos ficar surpreendidos pelos desvios entre o que orçamentamos e o que facto foi gasto.
As vantagens desta solução relativamente a outras são:
- O registo das receitas e dos pagamentos podem ser lançados todos de uma vez, visto que a solução só considera para efeito de cálculo os registo até ao mês corrente. Desta forma, alivia o registo sistemático mensal;
- Podem ser inseridos 800 registos para os pagamentos e 400 para as receitas;
- A criação do orçamento é feito de forma simples, sem necessitar de copy/paste;
- O “Dashboard” permite ter uma visão global da performance das nossas finanças;
- O “Orçamento” identifica os pagamentos previstos mas ainda não realizados;
- Com o simulador, podemos agrupar um conjunto de rubricas e conhecer os valores totais envolvidos;
- A solução foi desenvolvida apenas com formulas, evitando assim o uso de macros para não provocar alertas no momento da abertura do ficheiro.

Pedro: Como se usa?
Daniel Pinto: Nada mais simples… bastam 3 simples passos.
1) Personalizar os descritivos – Adaptar os descritivos as necessidades de cada um;
2) Definir o orçamento – Para cada rubrica, atribuir um valor e a sua periodicidade;
3) Registar – Registar as receitas e pagamentos. Estas podem ser todas lançamentos no inicio do ano, visto que a solução só considera para efeito de cálculo, os valores até ao mês corrente. Podem usar os filtros, no cabeçalho da listagem, para visualizar apenas o mês em análise;
Et voilá… depois é só acompanhar a evolução dos valores e caso assim seja necessário, implementar as devidas correcções.

Mais uma vez, o meu obrigado ao Daniel por ter criado e disponibilizado esta útil ferramenta. Estou certo que será utilizada por muitos e que trará claros benefícios ao nível da gestão das finanças pessoais.

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Fevereiro 1, 2010

Como ganhar 8,8% sem risco com €2500

Este artigo foi sujeito a algumas correcções, que estão reflectidas no mesmo e sintetizadas no final.

O Banco Best está a efectuar uma promoção de captação de novos clientes que é bastante interessante para investimentos pequenos e que pode gerar ganhos até 8,8%, sem risco.

A promoção do Best só se aplica a novos cliente e é bastante simples: abra uma conta no Banco até 31 de Março com um montante igual ou superior a €2500 e recebe €100. Passado um ano recebe outros €100, desde que cumpra os seguintes critérios (retirado do regulamento):

a) Tenham após um ano da data de activação de conta um envolvimento financeiro no Banco Best no valor igual ou superior a 2.500 euros;
b) Deter à data referida na alínea supra pelo menos 2 dos seguintes produtos, entre investimento e/ou poupança e/ou crédito:
(i) Investimento: fundos de investimento, títulos, produtos estruturados, seguros de capitalização, unit-linked, planos de poupança, serviço de gestão de carteiras ou serviço Best Trading Pro;
(ii) Poupança: depósitos a prazo, contas poupança ou leilões de depósito a prazo;
(iii) Crédito: cartão de crédito no estado activo, crédito pessoal, crédito colateral, crédito habitação ou conta margem.
c) Não apresentem na data referida qualquer tipo de incidente com o Banco Best, derivado da devolução de cheques, atraso no pagamento de prestações de crédito pessoal e/ou crédito habitação, ou não regularização obrigatória do saldo em dívida do cartão de crédito.

Maximizar o ganho

Para maximizar o ganho, sem risco, pode efectuar o seguinte:

  1. Abrir a conta pelo valor mínimo: €2500;
  2. Passado uma semana* da activação da conta estar concluída efectuar dois depósitos a prazo a 365 dias (que está com uma TANB de 1,00%);
  3. Passados 3** meses fazer um pedido para um cartão de crédito (por exemplo o Best Classic, que custa €20 no primeiro ano – custos de emissão). Pode ser necessário efectuar pelo menos uma compra com o mesmo, uma vez que o Banco Best refere no regulamento que o cartão de crédito deve estar activo – confirme com o banco.

* 1 semana para ter a certeza que na data que a conta faz 1 ano tem o depósito activo.
** 3 meses para ter a certeza que na data que a conta faz 1 ano tem o cartão activo E que ainda tem tempo de o cancelar sem ter de pagar a anuidade.

Desta forma obtém um rendimento de 8,8%. Entra com €2500, que investe durante um ano a 1,00% (0,8% líquidos, dando no final do ano €2520) e recebe adicionalmente €200 (€100 no início e €100 no fim), o que dá um total de €2720, A este valor é preciso retirar €20 do custo de emissão do cartão, ou seja, um retorno de 8,8% ( €2720/€2500 – 1 = 8,8%).

Cuidados a ter

O principal cuidado a ter em relação a estas instruções tem a ver com a renovação automática do cartão de crédito, que pode ter custos significativos. Para evitar estes custos deve cancelar a renovação automática do cartão até 60 dias antes do mesmo fazer um ano, caso não o deseje manter. Adicionalmente é necessário garantir que 1 ano após a activação da conta os critérios da promoção estão a ser cumpridos.

É possivel aproveitar ainda melhor esta promoção?

Sim, é. Uma vez que o regulamento não obriga que o capital (os €2500 mais os €100 iniciais) tenham de estar no banco durante todo o ano, é possível retirar o dinheiro, aplicar noutro banco que tenha melhores taxas de juro e voltar a investir no Best algum tempo antes de se completar um ano.

Embora o procedimento acima descrito pareça interessante (há por aí vários depósitos a 6 meses acima dos 2%), é de referir que os riscos de cometer algum erro (como por exemplo tardar a voltar a investir o dinheiro no Best) é significativo e facilmente pode passar de uma rentabilidade de praticamente 9% para uma bastante mais baixa. Portanto, se decidir seguir este caminho cautela redobrada.

Chamada de atenção: Este este artigo foi escrito com a melhor das intenções e considero-o correcto, mas de qualquer forma não me responsabilizo por quaisquer lapsos ou omissões. Quer isto dizer que deve ler com cuidado o regulamento, confirmar os meus cálculos/indicações e, idealmente, confirmar com o banco toda a informação.

Correcção 2: Após informação obtida através do fórum liguei para o Best para saber se os dois produtos de fidelização que o regulamento prevê podem ser da mesma categoria (por exemplo, dois depósitos a prazo) e a resposta foi que Sim, tornando o investimento mais atractivo (8,8% ao invés dos anteriores 8%). Mais uma vez, se decidir aproveitar esta promoção confirme com o Banco **antes** de abrir a conta.

Correcção: O Nuno Lebreiro chamou-me à atenção para o facto do cartão de crédito no primeiro ano não ter anuidade mas ter de se pagar um custo de emissão, pelo que o artigo foi corrigido e a rentabilidade “esperada” baixou para 8%. Obrigado Nuno.

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Janeiro 25, 2010

Novas regras do crédito ao consumo

O José Pedro Carvalho teve a amabilidade enviar um artigo com as principais novas regras do crédito ao consumo, que hoje publico para informação de todos. O artigo aborda as alterações mais relevantes e é bastante interessante, pelo que recomendo a sua leitura caso tenha (ou esteja a pensar ter) um crédito ao consumo. Ao José Pedro Carvalho o meu sincero obrigado.


Com o Decreto-Lei n.º 133/2009 os créditos ao consumo entre 200 e 75 mil euros estão sujeitos a novas regras desde 1 de Julho de 2009, no que toca aos deveres de informação aos consumidores e a comissões por amortização antecipada dos empréstimos:

Comissões por amortização antecipada

As comissões cobradas pela amortização antecipada de um crédito ao consumo não poderão ser superiores a 0,5% do montante reembolsado caso falte mais de um ano para o pagamento total da dívida, nem superior a 0,25% se faltar menos de um ano para amortizar o crédito.

Nos créditos de taxa variável (habitualmente indexados à Euribor), não há lugar ao pagamento de quaisquer comissões, a não ser que haja um período de vigência de taxa fixa e seja feita a amortização nesse período.

Prazo para revogar contrato sobe para 14 dias

Os consumidores passaram a dispor de 14 dias consecutivos, contra os anteriores 7 dias, para revogar o contrato de crédito ao consumo. Para o fazer não é obrigado a apresentar qualquer motivo. Se revogar o contrato, o consumidor terá que devolver a totalidade do empréstimo concedido, bem como os juros vencidos até à data da devolução do capital.

Instituições financeiras com mais deveres de informação aos clientes

As instituições financeiras têm regras apertadas na publicidade a créditos ao consumo. São também obrigadas a prestar todos os esclarecimentos aos consumidores relativos aos detalhes do contrato e à situação de solvabilidade do cliente antes da sua assinatura. Se não cumprirem qualquer uma das normas previstas na lei, o consumidor pode pedir a anulação do contrato de crédito

Mais direitos na compra de bens de consumo a crédito

Um cliente ao adquirir determinados produtos com recurso ao crédito, no caso de não ficar satisfeito e queira proceder à sua devolução, tem o direito de extinguir o contrato de crédito originado para efectuar essa compra. Pode também, caso o bem seja substituído e o novo for de valor mais baixo, ajustar o montante do crédito.

Recusa de empréstimo tem de ser explicada

Caso a concessão de um crédito seja recusada após a análise da solvabilidade do consumidor, a instituição financeira tem o dever de prestar essa informação ao cliente, de forma gratuita e imediata.

Incumprimento no crédito dá direito a sanções

Se o consumidor falhar o pagamento de duas prestações sucessivas do crédito de valor superior a 10% do empréstimo e se, após a instituição financeira ter concedido 15 dias adicionais a situação não for regularizada, o credor pode extinguir o contrato, mas o cliente fica sujeito ao pagamento de eventuais sanções ou indemnizações.

Taxas máximas

A partir de 1 de Janeiro de 2010 as taxas de juro (TAEG) em vários tipos de crédito passam a obedecer a valores máximos. O Banco de Portugal passa a reunir e a publicar trimestralmente as TAEG médias praticadas pelas instituições de crédito no último trimestre, às quais acresce um terço do seu valor de forma a fixar a TAEG máxima.

Para o primeiro trimestre de 2010 as TAEG máximas são de 19,6% nos créditos pessoais, 16,1% no crédito automóvel e 32,8% nos cartões de crédito. Para mais informações sobre as taxas máximas, consulte o portal do cliente bancário.


Os meus agradecimentos também ao leitor “V”, que nos informou que nos créditos de taxa variável não há lugar ao pagamento de quaisquer comissões por reembolso antecipado.

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Janeiro 11, 2010

10 maiores defeitos de um gastador

Há algum tempo atrás publiquei um artigo na revista do jornal i sobre os 10 maiores defeitos de um gastador e como os corrigir. Como o acho interessante partilho-o hoje convosco, na expectativa que ajude a melhorar alguns padrões negativos de consumo.

Não saber quanto pode gastar
Elaborar um orçamento familiar. Tomar nota daquilo que ganha e daquilo que tem para pagar todos os meses dá uma ideia muito clara do dinheiro que vai (ou não) sobrar. Parte desse excesso deve ser canalizado para as poupanças, enquanto o restante pode ser utilizado de forma mais liberal.

Comprar por impulso
Não comprar nada sem pensar pelo menos 5 minutos no porquê e nas implicações da compra. Algumas das perguntas que deve fazer a si próprio são: Para que é que preciso disto? Quanto me vai custar ao fim de um ano se comprar todos os dias/semanas/meses? Não tenho já nada igual ou parecido?

Ver apenas o preço imediato
Calcular o valor global de uma compra. Regra geral qualquer compra vai exigir custos adicionais, que por vezes somam mais que o preço inicial. É preciso especial atenção com consumos, produtos complementares, manutenção e despesas recorrentes.

Utilizar crédito para despesas não essenciais
Não comprar ou então pagar a pronto. Pagar a crédito despesas que não são essenciais (por exemplo viagens, equipamentos tecnológicos, jóias, etc) tem o problema de nos levar a comprar coisas acima das nossas possibilidades, uma vez que pensamos no valor a pagar ao mês e não no total. Além disso, neste tipo de compras as taxas de juro são normalmente elevadas, o que torna a opção do crédito muito cara.

Comprar o que não precisa
1: Manter uma listagem daquilo que já tem. Muitas das compras que se acaba por fazer são em duplicado, pois facilmente se perde a noção do que temos e acabamos por voltar a comprar: dinheiro deitado ao lixo.
2: Pensar bem no objectivo que vai concretizar com a compra. A tentação de comprar algo é enorme, mas só o deve fazer se tiver um objectivo bem definido. Para quê comprar um martelo se não tiver pregos para pregar?

Optar por serviços com assinatura mensal
Sempre que possível optar por serviços que se pague apenas uma só vez. Os serviços com assinatura mensal têm o principal problema de gastarem o dinheiro de forma automática, sendo péssimo para uma boa gestão das finanças pessoais. Adicionalmente, é frequente acabar por pagar todos os meses uma coisa que raramente utiliza (por exemplo o ginásio, subscrições de revistas, time-sharing, etc).

Ser um early-adopter
Pensar que adiar a compra por algum tempo trará benefícios financeiros e de funcionalidade. Ao adiar a compra por algum tempo (em certos casos basta umas semanas) poderá comprar os mesmos produtos mas mais baratos e em muitos casos com mais funcionalidades (especialmente na tecnologia).

Comprar por prazer
Arranjar formas alternativas de se sentir bem, tais como fazer desporto, voluntariado, ajudar um amigo ou falar com a família. Quando se efectua uma compra a gratificação pode ser imediata, mas de muito curta duração. Se ao invés arranjar mecanismos mais sustentáveis, irá sentir-se melhor e por mais tempo, enquanto aproveita para poupar.

Não manter um fundo de emergência
Colocar pelo menos 10% dos rendimentos numa conta à parte, logo que recebe o vencimento. O segredo da poupança é torná-la obrigatória e prioritária, pelo que ao colocar à partida uma parte de lado consegue, pouco a pouco, ir acumulando algum dinheiro que pode utilizar apenas numa emergência.

Pagar tudo com cartão
Levantar dinheiro apenas uma vez por semana e pagar tudo com dinheiro. Ao levantar dinheiro apenas uma vez por semana já sabe quanto pode gastar, o que vai ajudar a gestão do dinheiro. Além disso, o facto de pagar com algo físico (notas, moedas) é mais doloroso do que pagar com dinheiro virtual (cartões de crédito ou débito), uma vez que terá o efeito visual da carteira a emagrecer.

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Dezembro 16, 2009

Prémio do seguro acompanha montante em dívida

No passado dia 10 de Dezembro entrou em vigor o Decreto-Lei n.º 222/2009 que estipula, para além de outros pontos, que o capital segurado pelo seguro de vida (se associado a um crédito habitação) acompanhe o valor do montante em dívida e, mais importante ainda, esse acompanhamento se reflicta no valor do prémio a pagar.

Significa isto que, por exemplo, se o capital em dívida passar de €100 000 para €95 000, o montante seguro (e respectivo prémio) deverão ser actualizados.

Para ter a certeza que a sua seguradora actualiza o capital segurado e o prémio do seguro, o melhor é entrar em contacto com a mesma. Para tal, uma possível forma é utilizar esta carta tipo, gentilmente cedida pela Paula Guerreiro. A Paula tem andado em cima do tema (pode acompanhar os desenvolvimentos aqui) e tem disponibilizado imensa informação útil, incluindo esta carta tipo, pelas quais lhe agradeço imenso.

Espero que faça bom uso desta dica, ou seja, ponha-a em prática. Aproveite também para partilhar com todos os resultados da sua interacção com a seguradora, de forma a que possamos aprender.

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Novembro 13, 2009

Poupar com marcas de distribuição

Hoje em dia não há hipermercado que se preze que não tenha um conjunto variado de marcas de distribuição (por vezes chamadas de marcas brancas), que cobrem produtos tão variados como detergentes, papel higiénico ou géneros alimentícios. A particularidade dos produtos de marcas de distribuição é que são imensamente mais baratos e, em muitos casos, a diferença de qualidade é inexistente ou insignificante.

Ainda que as vantagens dos referidos produtos sejam evidentes, há quem ainda se oponha à sua compra, essencialmente por desconfiança quanto à qualidade e status associado.

Quanto à qualidade, posso afirmar por experiência própria que na grande parte dos casos não há diferenças significativas, e certos produtos até são melhores que marcas consagradas, isto já para não falar que quase todos estes produtos têm a máxima “100% satisfeito ou devolvemos o seu dinheiro”. Já quanto ao status…, pode ser que com as contas que lhe vou mostrar passe a pensar que mais vale dinheiro no bolso.

As contas

Para mostrar o potencial de poupança que existe na compra de marcas de distribuição, fiz um pequeno exercício para perceber qual seria a diferença entre comprar um cabaz de marcas conhecidas e um cabaz de marcas de distribuição. Neste exercício só analisei guardanapos, papel higiénico, detergente para a loiça, sabonete e bolachas. E foi este o resultado:

Cabaz comparativo entre marcas distribuição e marcas conhecidas

Neste pequeno cabaz, o valor gasto nas marcas conhecidas é €219,62 e nas marcas de distribuição é de €122,50, uma diferença de €97,12. É evidente que dependendo das escolhas concretas a diferença pode ser menor ou maior, mas é evidente que o potencial de poupança com as marcas de distribuição é enorme – neste exemplo “poupámos” quase € 100, agora imagine as centenas de euros que poderá poupar se adoptar esta solução para muitos mais produtos.

Partilhe connosco: se já usa marcas de distribuição diga-nos quanto é que acha que poupa ao fim de um ano; se [ainda] não usa marcas de distribuição, diga-nos o porquê.

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Outubro 16, 2009

TAER?

No crédito à habitação é frequente os bancos condicionarem os spreads mais baixos à contratação de produtos/serviços adicionais (cartões de crédito, PPRs, etc), que tendencialmente têm custos associados. Para que esta situação fique mais transparente, a partir de hoje os bancos são obrigados a apresentar a Taxa Anual Efectiva Revista (TAER), uma taxa que contempla eventuais encargos associados à subscrição de produtos ou serviços acessórios, para além dos custos já incluídos na TAE.

A TAER reflecte de uma forma mais global os custos do empréstimo e produtos/serviços associados. Desta forma, é mais fácil saber se uma eventual redução do spread é realmente compensadora, sobretudo ao comparar propostas com outros bancos.

Nota: A TAE continua a permanecer obrigatória e a TAER deverá ser comunicada a todos os clientes bancários no momento da negociação do crédito.

Artigo original de José Ribeiro (JRibeiro), adaptado por Pedro Pais.

Link relevantes

Decreto-Lei n.º 192/2009
Regras essenciais para contratar um crédito habitação
Guião de créditos habitação

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Setembro 29, 2009

Simulador IRS 2009

Ainda que falte algum tempo para a entrega do IRS 2009 (até porque 2009 ainda decorre), o Pedro e o Blog tem o prazer de disponibilizar um simulador para o IRS de 2009, elaborado de forma altruísta pelo Francisco, leitor activo. Devo realçar que já no ano passado o Francisco tinha disponibilizado um simulador para o IRS 2008, que foi muito bem recebido.

Adicionalmente, criei também um tópico no fórum para que todos possamos saber que simuladores estão disponíveis por aí.

O meu sincero Obrigado ao Francisco, que se estende a todos aqueles que continuam a contribuir para o fórum e para o blog, aumentando a consciência financeira em Portugal.

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