10 critérios para comparar créditos habitação
Publicado Fevereiro 12, 2008 por Pedro Pais
Com a quantidade e diversidade de créditos habitação existentes no mercado, torna-se complicado comparar uns com os outros, de forma objectiva. Nesse sentido venho aqui falar de alguns critérios-chave, que devem ser tidos em conta na escolha do banco/produto.
1. TAE
A TAE é, individualmente, a variável mais importante na escolha de um crédito. A TAE reflecte o custo total do empréstimo, incluindo indexante (Euribor), spread e outros custos (e.g., seguros). Como é evidente, quanto mais baixa, melhor.
2. Produtos necessários subscrever para o crédito
Para se poder beneficiar das melhores taxas os bancos obrigam à subscrição de variados produtos, como cartões de crédito, seguros, PPRs e outros. É importante ter este ponto em atenção, pois pode originar despesas e obrigações não desejáveis.
3. Comissões por amortizações antecipadas
Hoje em dia as comissões por amortizações antecipadas estão limitadas por lei, mas alguns bancos não chegam sequer a cobrar qualquer comissão em certos casos (e.g., amortizações até 50% do capital em dívida), é uma questão de procurar.
4. Taxas promocionais e sua duração
Com a alta das taxas de juro é frequente os bancos oferecerem no primeiro ano (e por vezes no segundo) spreads promocionais, ou mesmo spreads de 0%, que podem gerar poupanças adicionais.
5. Método de revisão da Euribor
Nas datas de revisão da Euribor os bancos utilizam diferentes métodos de cálculo da mesma. O mais normal é o valor da Euribor ser a média das taxas Euribor respectivas do mês anterior e, na minha opinião, o método mais simples.
6. Euribor a 365 ou 360 dias
A regra geral é o cálculo da Euribor ter por base os 365 dias, mas os 360 dias são mais favoráveis para o consumidor. Se conseguir encontrar um banco que utilize o cálculo a 360 dias, melhor.
7. Juros calculados diariamente ou mês a mês
Quando um banco calcula os juros diariamente (embora só os credite no final do mês), o valor da prestação varia mês a mês, o que é pouco agradável. É preferível optar pelos produtos com juros calculados mensalmente, pois sabemos que a alteração do valor da prestação só pode ter origem numa mudança de taxa (indexante ou spread).
8. Euribor
Qual a Euribor subjacente ao crédito? 3, 6 ou 12 meses? Normalmente as Euribor de menor prazo são taxas ligeiramente menores, mas como as revisões são mais frequentes também reflectem mais rapidamente quaisquer subidas.
9. Spread
Ainda que o spread esteja reflectido na TAE, é sempre um ponto a ter em conta, pois reflecte a rentabilidade e o risco que o banco está a assumir ao disponibilizar o crédito.
10. Seguros e outros custos
Os seguros, tal como o spread, também estão reflectidos na TAE, mas é interessante verificar qual o impacto mensal/anual que a componente dos seguros irá ter no total da prestação.
Nos próximos dias irei publicar uma ferramenta em Excel de apoio à escolha de um crédito, que pondera todos estes factores.
Até lá, boas escolhas!
Filed under Créditos, Dinheiro, Utilidades

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Post muito interessante. Conciso e não muito exaustivo mas com a informação principal, que todos deveriam saber. Creio que muitas pessoas que contrataram ou pretendem contratar crédito abitação encontrariam esclarecimentos neste post, já os que nunca contrataram ainda mais desconhecem exatamente o que cada incognita, no crédito habitação, representa.
Viva,
Muito bom post.
Em relação ao ponto 4, fiquei com uma dúvida. Estes spreads promocionais não acabam por encarecer o crédito no total? E esse valor total compensa o(s) ano(s) de promoção?
Creio que agora todos os bancos permitem diferir parte do capital (até 30%) para a última prestação. Esta é uma boa solução para ter um crédito mensal mais baixo ou é enganadora?
Cumprimentos e continue com o excelente blog
BL,
Quanto aos spreads promocionais, olhando só à taxa de juro, um crédito cuja taxa de juro nos primeiros 2 anos seja mais baixa será sempre mais barato do que um outro crédito onde ela é constante e igual à taxa final do primeiro. Como as taxas depois do período promocional podem ser ligeiramente mais altas do que noutros créditos e dificultar a comparação, o que se deve comparar (relativamente aos outros) é a TAEG – aí desfazem-se quaisquer dúvidas.
Deixar parte do capital para pagar no fim dificilmente é uma boa escolha – pode efectivamente pagar uma prestação mensal menor mas, se fizer as contas, constata que pagará muito mais de juros (porque o capital em dívida também é bastante maior). Já para não falar do tombo que será pagar 30% da dívida de uma só vez no fim… Esta solução pode ser interessante se conjugada com amortizações frequentes – anula a vantagem de pagar uma prestação mais baixa (pois vai usar esse dinheiro para as amortizações) mas permite uma folga, em alturas de necessidade, por não se estar obrigado ao pagamento de uma prestação tão alta. Mas aqui há a considerar a disciplina necessária para fazer as amortizações regulares e eventuais penalizações por amortização antecipada…
BL deu uma explicação muito completa. Em princípio os spread promocionais são benéficos, mas é preciso verificar se esse spread promocional não implica uma TAEG mais elevada nos períodos seguintes.
Quanto a deixar um valor residual, é um pouco como optar pela carência de capital. Obtém-se uma prestação mensal mas constrói-se menos património. Além disso, ficamos mais sensíveis às variações das taxas de juro, pois estamos a amortizar menos capital. Eu digo que é de evitar, excepto claro, se não conseguir suportar a prestação mensal no regime “normal”.
Pedro, e-x-c-e-l-e-n-t-e Blog!!!
Encontrei-o por acaso através de uma pesquisa Google, acerca de taxas Euribor.
Quem me dera que os bancos fossem assim tão explícitos…
Cumprimentos
Rui Lourenço
Bom dia Pedro, desde já reconheço o teu enorme trabalho, contudo gostaria de acrescentar um ponto ao teu check-list, que é Taxa fixa ou variável. Penso que deve ser um ponto a ter em linha de conta, especialmente quando as taxas de juro no mercado inter-bancário estão baixas, é uma óptima oportunidade para mudar um crédito de taxa variável para taxa fixa. Para nos ajudar a saber qual a melhor altura, um instrumento que costumo usar é ver a cotação dos contratos futuros sobre a euribor, com vários prazos de maturidade, isto porque geralmente o mercado funciona como uma bola de cristal.
Desde já muito obrigado pela atenção prestada e contnuação do bom trabalho
@Rui,
Obrigado pelo incentivo
@ROD7,
Tens razão, sem dúvida. Contudo, não é aconselhável comparar as condições dos créditos a taxa fixa com créditos a taxa variável. Eu diria que essa será das primeiras decisões, ainda antes de ir visitar os bancos.
Hoje em dia até é possível que se obtenha uma taxa fixa inferior à taxa variável (devido aos efeitos que mencionaste), mas isso implica a manutenção dessa taxa 2, 5 ou 10 anos. Cabe ao consumidor decidir, antes de mais, se quer andar ao sabor dos mercados (escolhendo taxa variável) ou se quer maior estabilidade (optando por taxa fixa), ainda que correndo o “risco” de não aproveitar as possíveis descidas da taxa.
[...] 10 critérios para comparar créditos habitação – 10 boas dicas para quem está a pensar fazer um crédito habitação e para quem está a pensar mudar. [...]
Pedro, parabéns por mais um excelente artigo!
Apenas uma nota, e talvez seja um preciosismo, mas se estamos a falar de crédito à habitação utiliza-se a TAE (Taxa Anual Efectiva). http://www.calculofinanceiro.com/glossario.php#
TAE para o crédito à habitação, TAEG para o crédito pessoal.
Bom trabalho!
Já vi vários exemplos em que pediram simulações e a TAE vinha com e sem seguros e encargos. Mas tenho um cenário que me deixa confuso, 2 simulações em 2 bancos distintos.
Ambos com despesas previstas (escritura,registos,etc) semelhantes, com prestação mensal com seguros semelhantes mas uma com spread 0,29 e outra 0,40. Onde é que o Banco que me propos spread 0,29 poderá estar a inflacionar o valor da prestação final mensal?
Obrigado desde já,
André
@Fátima,
Certíssima. Obrigado pela correcção. Vou já alterar o artigo.
@André,
À partida será no valor dos seguros. É uma boa táctica dos bancos: spread mais baixo, seguros mais altos.
@Pedro
Não, o valor de seguro de vida e multiriscos eram muito idênticos… por isso eu estranhar e não saber onde poderá estar a inflacionar a prestação
André, há aí qualquer coisa estranha. Ou os créditos são muito diferentes, na sua forma, ou não te estão a dar a informação completa.
Se puderes coloca aqui:
TAE
Euribor
Spread
Valor mensal seguros
Valor prestação mensal
Prazo
Valor
Tipo do crédito (variável, carência de capital, etc..)
Banco A Banco B
TAE 5,041(sem seguros) 5,268% (seguros vida incluidos, descobri que faltava seguro multi.r +/- 9euros)
Euribor 6meses 6meses
Spread 0,4 0,29
Valor mensal seguros 35,17 (seg vida+ multi) 27,09+(~9) (seg vida+ multirisco que não estava na simulaçao)
Valor prestação mensal 690,02 686,31 (ambas sem os seguros)
Prazo 30 30 anos
Valor 130000 130000
Tipo do crédito prestações contantes,sem valor diferido nem periodos de carencia(ambos)
Despesas previstas +/-4500 eur +/-4500 eur
Apesar do banco B não ter incluido o seguro multiriscos, posteriormente disseram-me o valor que está em cima,
O Banco A na TAE pode estar a incluir seguros(apesar de ter perguntado 5 vezes “tem a certeza!?”).
A prestação final parece-me muito identica, para spreads tao distintos. O Banco B terá de estar a inflacionar
a prestação final em algum lado.
onde diz “O Banco A na TAE pode estar a incluir seguros(apesar de ter perguntado 5 vezes “tem a certeza!?”).” deve-se ler “O Banco A na TAE NÃO pode estar a incluir seguros(apesar de ter perguntado 5 vezes “tem a certeza!?”).”
André, de facto não compreendo. O ideal é mesmo obter as TAE, com tudo incluído. Com isso é mais fácil perceber o que se está a passar.
Já agora, outra dica (que pode não ser óbvia para todos).
Se a vossa imobiliária pedir simulações aos bancos, não se fiquem por essas simulações. Peguem nelas e confrontem outros bancos com essas simulações, pois eles têm interesse em oferecer créditos melhores que a concorrência.
No meu caso, a imobiliária disse-me explicitamente que o banco X não oferecia de certeza melhor prestação que os outros bancos onde ela pediu simulações. Peguei nas simulações, dirigi-me ao banco X e disse “o banco Y oferece-me isto”. No banco X ofereceram-me, sem qualquer entrave, melhor prestação.
JA, excelente dica.
Às vezes sinto-mo-nos um pouco envergonhados, mas é preciso que sejamos bons negociadores! Só assim conseguimos, de alguma forma, obter melhores condições.
O agente imobiliário que vendeu a minha casa ganhava 250 € por cada cliente que conseguia angariar para o banco S. (a acreditar no que ele me disse depois da escritura).
Teve azar comigo, pois eu acabei por fazer o meu empréstimo noutro banco, apesar de muitos “conselhos” dele sobre a facilidade e a rapidez do banco S.
Nuno,
Mas a oferta que ele apresentou não era boa? Ou era mais-ou-menos mas arranjaste melhor?
Abraços,
Pedro Pais
Não sei. Irritou-me que o agente imobiliário estivesse a pressionar-me para ir àquele banco, pois vi logo que ele tinha alguma coisa a ganhar com isso.
Cometi o erro de não ir a vários bancos e de ficar por aquele onde tinha as minhas poupanças. Na altura, achava que a oferta dos bancos era toda mais ou menos igual.
Hoje, sei que não é assim e que, “se não formos envergonhados”, como dizes, podemos negociar e obter melhores condições.
É o que tenho feito para rever o meu “spread”.
Continuo em negociações. Voltei a rejeitar uma oferta deles e parece-me que está a dar bons resultados.
1.TAE
Aqui começa logo o primeiro dilema, se todos os Bancos têm por principio a aplicação da Euribor, é certo que existem opções de taxas não indexadas. Deixo de lado as Euribores que são “quase iguais” em todos os Bancos e centro-me apenas nas taxas fixas. Por norma as taxas fixas são calculdas com base numa previsão da variação da Euribor. Os Bancos aplicam estas taxas fixas quando o mercado está numa tendência de subida de taxas, ou seja, vende hoje uma taxa superior na ideia de que o Cliente irá beneficiar da taxa quando após algum tempo a Euribor for superior. Se se poder evitar estas taxas tanto melhor, já que nos pode beneficiar mas também pode ser prejudicial. Uma nota, no imediato é sempre prejudicial.
2.Produtos
Acrescento um ponto que pode servir como argumento para se baixar o spread. O rácio (valor da compra vs valor da habitação), quanto menor for o rácio, menos risco existe para o Banco, logo spread mais baixo.
4.
Cautela nas taxas de juro com spread 0%, é preferivel perguntar se sem spread zero no primeiro ano tenho um spread inferior ao que me vão aplicar nos restantes anos do empréstimo. Se para ter spread 0 no primeiro ano, tenho um spread de 1% nos restantes, é aconselhavél que efectuem simulações spreads inferiores que o Banco possa aplicar não usufruindo por isso de spread 0.
5.
O método de revisão da Euribor é sempre o que resulta da da média do mês anterior. É igual em todos os Bancos, não é produto de marketing mas sim de Lei (em vigor desde 19 Dezembro de 2006).
6.
É uma continuação do ponto anterior. Desde Dezembro de 2006 que o cálculo de juros é apurado com base em 365 dias. No entanto, este método só é claro para os empréstimos que só pagam juros, porque o cálculo de prestações de capital e juros que se aplica em Portugal é o método Francês, de prestações postecipadas (normalmente utilizado no crédito habitação). É impossivel calcular prestações de capital + juros com base em 365 dias. O que alguns Bancos aplicam para contornar esta situação é apurar a média da Euribor do mês anterior e transformá-la numa Euribor com base em 365 dias, por ex. multiplicam a Euribor por 365 dias e dividem por 360.
7.
Para os empréstimos que só facturam juros, o cálculo é o que se encontra definido por Lei, com base em 365 dias por ano. Podemos é questionar os Banco é so a Euribor já é calculada com base em 365 dias porque é que estão novamente a calcular juros diários e não a média mensal.
8.
Por outro lado, as Euribor de maior prazo também não reflectem as descidas tão rapidamente como as de curto prazo.
10.
Os seguros devem ser procurados na seguradora que melhore preço oferece, já que não é obrigatório o seguro ser na mesma instituição onde é efectuado o crédito para habitação.
@Marta,
Obrigado pelo extenso e importante contributo.
Afinal no banco X não me ofereceram nenhum spread maravilhoso. Hoje ligaram-me a informar que o crédito está aprovado, apenas com condição de ficar com um spread de 0,7 e não de 0,4 como me foi oferecido na simulação. Ao que parece, os funcionários do banco podem fazer simulações destas, mas os senhores que mandam é que decidem qual o spread mínimo a aplicar.
Pormenores à parte, sinto-me enganado pelo banco X, que primeiro me faz 0,4 de mão beijada e agora tem que ser 0,7.
Eu por acaso consegui um spread de 0.3% no banco XPTO mas a Sra. teve a amabilidade de me dizer: está sujeito a aprovação! Aparentemente os spreads aumentam mais quando a casa não é tão bem avaliada como é esperado. No meu caso disse que a casa valia 200.000€ e eu só tava a pedir 150.000€. A Sra. disse-me directamente que se ela valesse menos o spread ia aumentar… Ao menos foi sincera! No final ainda foi avaliada em mais de 200.000
Sim, aparentemente é tudo muito fácil, o pior é quando a contratação está prestes a acontecer.
Olá, isto aqui é uma discussão interessante.
Queria pôr à discussão uma coisa que só descobri hoje, depois de tentado muitas maneiras de calcular o que eu deveria pagar mensalmente para o meu crédito de habitação — o valor que o meu banco (lá vou dizer, porque tem de ser dito: o BCP) quer é sempre mais alto.
Então, é assim: o BCP não só multiplica o Euribor de 3 meses com 365/360, o que aumenta a prestação, mas multiplica a prestação resultante do cálculo com as fórmulas habituais (como o PMT do Excel) outra vez com 365/360! Ou quer dizer, o BCP aumenta a prestação duas vezes (e não só uma vez) com o auxílio desta interpretação da lei. Há indícios desta prática noutros bancos?
Já agora, não sei se isto já foi discutido algures: já verificaram como os bancos interpretam a lei sobre a média Euribor a aplicar? A lei diz “média da taxa indexante no mês anterior ao período de pagamento” (ou parecido). Agora, para a minha revisão do valor mensal de Fevereiro 2008 foi utilizada a média de DEZEMBRO 2007 — que por acaso era a mais alta há não sei quantos anos. Estou agora investigar se esta diferença de meses é sempre assim — se não for é um caso para o Banco de Portugal.
Então, o quê é um “mês anterior”?
Como disse Bill Clinton, what is “is”?
Como ninguém respondeu até agora…
Verifiquei que o meu primeiro ponto se deveu a um número de meses errado no meu extracto de conta. Curiosamente deu-me mesmo um factor de 1.013 a mais, o que é igual a 365/360. Pronto, mas foi erro meu. Por isso, fica só o aumento directo da taxa Euribor.
Mantenho o meu 2º ponto, a questão sobre a interpretação correcta da lei em relação ao conceito de “mês anterior”. (não consigo escrever isso sem um sorriso maldoso..)
Steffen, ainda bem que conseguiu descortinar essa questão
Quanto ao segundo tema, recomenda a leitura do artigo sobre Revisão da taxa de juro Euribor.
Abraços
Obrigado pela resposta, no link indicado está mesmo a responder à questão que coloquei. Mas ficam duas perguntas:
1) é curioso que no dia 25/02 pago os juros referentes a Janeiro 1-30, e não a 25/01 – 24/02. Ok, pago 25 dias mais tarde, o que até é perda de dinheiro para os bancos.
2) porquê será que a imprensa (incluindo a “económica”) insiste em escrever que a média do mes X aumenta/reduz a prestação a PAGAR em X+1 (em vez de X+2) — será porque é menos empolgante dizer que dura mais um mês até dar efeito nas contas das pessoas?
Steffen,
Imagino que o façam porque o conceito é complexo de transmitir. E em parte talvez porque o impacto mediático seria bem menor, como refere.
Abraços e obrigado.
Penso que esta questão já foi abordada, mas não encontrei nenhuma resposta clara: quando a TAE (crédito habitação) não inclui seguros, é possível calcular a TAE para que inclua os seguros, ou é necessário pedir esse cálculo ao banco?
Olá,tenho uma duvida que talvez me possam responder. O meu Pai tem um apartamento para vender. Será que posso (como filho) obter credito á habitaçao para compra desse imovel?
Paulo,
À partida não me parece que haja qualquer problema, desde que o banco lhe conceda o crédito (por considerar que tem condições para o pagar). Contudo, se tiver irmãos sei que existem algumas restrições, mas terá de se informar melhor.
Cumprimentos
Pedro achei o teu blog muito bom vou comecar a visitar mais vezes. Eu estou actualmente a pensar em pedir um emprestimo habitação para construção de moradia, mas ando mt confuso gostava de saber qual e talvez nesta altura o banco k oferece condições mas vantajosas e q sinceramente no q toca a bancos sou mt descomfiado e não tenho esperiência nenhuma nos creditoa habitação acho k vou ser enganado.No que me puderes ajudar agradeço desde ja obrigado.
Firmino,
Ter uma atitude céptica é já um bom caminho. Não precipitar-se será uma boa ideia e tentar obter o máximo de ofertas possíveis (dado o relativo esforço de contactar os bancos que tal existe).
Penso que a melhor forma será recolher alguma informação e depois publicar no fórum aquilo que conseguir, a pedir uma opinião.
Que lhe parece?
X Y
TAE 5,920% 5,648%
Euribor 6 meses 6 meses
Spread 0,290% 0,500%
Valor anual seguros 443,77 € 379,00 €
Valor prestação mensal 496,36 511,16
Prazo 45 45
Valor 100.000,00 € 100.000,00 €
Despesas cobrança anual 20,00 € – €
Podem dizer me o que acham E QUAL ESCOLHER
Pedro achei o seu blog muito bom. Eu estou a utilizar o seu mapa de juros para conferir com os extractos do banco, mas estou com uma duvida, se as fórmulas são para uma base anual de 360 ou 365 dias, desde já o meu obrigado
Elisabete, em princípio estarão todos orientados para 360 dias. Mas se detectar algum caso em que tal não aconteça, por favor avise-me.
Boas.
Precisava de ajuda para compreender melhor uma situação.
A TAE contratada contabiliza a taxa euribor + spread + outros custos, certo?
Assim esta taxa varia única e exclusivamente, e na mesma percentagem, que a variação da euribor, certo?
Obrigado pela ajuda e parabéns pelo excelente trabalho.
Cumprimentos
Joaquim
@Joaquim,
A resposta é um NIM. A TAE representa o custo do empréstimo e tem todas as componente que refere, mas não é exactamente a soma dos mesmos, uma vez que o seu cálculo não é linear.
Portanto, a taxa *não* varia na mesma percentagem que a variação da Euribor.
Pedro,
Antes de mais obrigado pela rapidez na resposta.
Como calcular a taxa, então?
Só perguntando ao banco?
Queria evitar utilizar esse recurso sem ter mais dados uma vez que as informações prestadas pelo meu banco (BES) não têm sido as melhores.
Obrigado
Joaquim
A TAE? Tendo os dados do crédito (valor em dívida, valor total da prestação e prestações em dívida) é possível.
Como calcular a TAE?
Contratei um empréstimo de 77.313,67 a 360 meses,
após 98 prestações devo 44.221,42. É claro que tenho feito várias amortizações.
Tenho contrato com a CGD efectuado a 20-07-2000, euribor a 6 meses mais 0,4% spread mais (comissões), e aqui é que não consigo atinar, este valor é variável, mas sempre para cima, na penúltima revisão era de 0.06 e nesta última em Julho passou para 0.14.
Como é isto possível?
Como fazer as contas?
Estou à espera da próxima revisão para verificar o que se passa e depois se necessário reclamar. Pois só nestas duas últimas revisões é que me apercebi deste valor.
Com estes valores é possível?
Obrigado a todos, pois é aqui que ainda vou aprendendo algumas coisas, senão chegamos ao balcão e tratam-nos como ignorantes.
Tenho o periodo de revisao de taxa a 12 meses mas agora que vai fazer 6 gosta de o poder alterar , sera que é possivel?
Obrigado
Pedro Ribeiro
Gostaria de fazer uma pergunta relaçionada com o credito habitação mais propriamente com os seguros contratados (multiriscos e vida)
Ao fazer o emprestimo no BCP fui obrigado a fazer os referidos seguros, sei que pelo menos o de vida posso desistir se fizer um outro noutra instituição no valor em divida ao banco. até aí tudo bem, a questão é que no contrato de emprestimo o BCP previu essa possibilidade e então tenho uma clausula que menciona que se o fizer o meu spread passa automaticamente de 0,6% para 1,1%.
Gostaria de saber se isto é legal e se há alguma maneira de dar volta a isto?
Agradeço desde já a atenção.
Ps: Não sei se será o local do forum indicado mas a verdade é que não encontrei mais nada relacionado com seguros.
Firmino , boas…
O Credito para construção é um produto sensivel…precisas de ter cuidado.O banco vai analisar e avaliar projecto e só depois te pode dizer quais as condições , pos depende do financiamento / Garantia.
Estou á vontade nesta matéria ( presto serviços para banco ) e tambem construi.
O BCP no tempo de construção era o mais caro e o Santander totta o mais barato …Se precisares de mais informações , apita…
bom dia,
gostei mt do seu site, gostava de lhe colocar uma questão.
tenho um credito habitação com dois multifunções e estou neste momento com um spread de 0.9 em dois e de 1.0 no outro, tenho uma prestação mensal de 420 €.
o meu crédito tem o valor total de 67000€. gostava que me disse-se o que devo fazer pq tenho a certeza que consigo melhor prestação.
Ola pedro,
Ja falei contigo antes por outros assuntos e tens sido uma boa ajuda, neste momento gostaria que me desses a tua opiniao para um credito habitação no valor de 250.000€.
Qual te parece o melhor banco neste momento para esta situação?
Cumprimentos
Ricardo Silva
Bom dia Pedro
Este blog é sem dúvida um grandioso contributo para quem anda à procura de um bom empréstimo para a aquisição de um imóvel.
Neste momento eu e o meu namorado andamos à procura de casa, e estamos com um em vista por 165.000€, e tal como o Ricardo Silva, gostaria de saber a opinião sobre o melhor banco para este crédito.
Obrigada e melhores cumprimentos,
Patrícia Moutinho