Comparação de créditos habitação
Publicado Dezembro 27, 2007 por Pedro Pais
Outro dia vi um artigo extremamente interessante no Jornal de Negócios, que faz uma comparação real entre créditos habitação. Não me parece que tenha sido um artigo amplamente divulgado, mas recomendo a sua leitura.
A equipa que fez a reportagem teve três claros objectivos: (1) encontrar a melhor oferta do mercado, (2) provar que as taxas/spreads anunciadas pelos bancos não são para todos e (3) que nem sempre a um spread mais baixo corresponde uma TAEG mais baixa.
Simularam um pedido de empréstimo com as seguintes condições:
- Valor: €100 000
- Prazo: 30 anos
- Rendimento global: €1600/mês
Neste cenário, e sem quaisquer negociações adicionais, a melhor oferta foi a do Santander, com o BCP a ter a pior de todas. Apesar de ser frequente ouvirmos falar em spreads de 0,25%, o melhor spread obtido foi de 0,49%.
Uma última nota ainda para as diferenças significativas de TAEG mesmo quando os spreads são iguais. Na análise do Jornal de Negócios o BBVA e o BPI oferecem o mesmo spread (0,6%), mas as TAEG são muito díspares (6,025% e 5,395%, respectivamente).
Mas leia o artigo, vai ver que vale a pena.

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Realmente é um artigo bem interessante.
Vivi a mesma experiência à dias atrás quando estive a procurar o meu crédito à habitação (125000€ mas a 40 anos) em que as ofertas eram muito variadas. Na altura o melhor spread foi 0,3 para o BBVA (sem produtos associados), o BCP (também sem produtos) e o Santander (mas com uma lista de produtos associados, que levariam ao encarecimento do empréstimo). Já a TAEG tinha um valor bem distinto em alguns bancos, nomeadamente o BPI, que possuía um método de cálculo ligeiramente diferente para a obter.
As ofertas de spread dependem da capacidade negocial do cliente ( rendimentos, investimentos, valor do imóvel, situação profissional, etc.)
Paulo Pinheiro
Eu diria que além de tudo isso, depende também da vontade e experiência da pessoa que tem a nossa “conta” no banco.
Conheço vários casos em que, no mesmo banco, se obtiveram condições bastante diferentes, apenas por consultar um balcão diferente.
Ola!
Foge um pouco ao topico mas tenho uma duvida.
Pretendo contrair credito para construir.
O dinheiro é recebido por tranches, digamos durante 24 meses.
No final dos 24 meses tenho o dinheiro todo do credito.
O emprestimo é 30 anos, portanto 2 anos a receber por tranches, e depois 28 anos a pagar.
(1)Acontece que alguns bancos, e nos dois primeiros anos, apenas se pagam juros (não amortiza capital).
(2)Noutros bancos pagam-se juros mas também se amortiza capital (o capital em divida à data).
Gostaria de saber como é que no caso 2 fazem as contas?
Exemplo:
adiantam-me 100.000
e supor que pago 500 euros, sendo 300 juros e 200 capital.
depois adiantam-me mais 50.000.
passo a ter divida de 150.000… como fazem as contas para saber o que é que ja paguei, e o que tenho que pagar?
não me parece que seja apenas calculo aritmetico… alguem pode elucidar?
Relativamente ao crédito habitação gostaria de saber como se transforma a TAN em TAE, esta “passagem” depende de banco para banco ou é igual em todos os bancos?
Cumprimentos!
Olá!
Gostava de saber se é possível negociar a TAE, pois o banco diz-me que a TAE é fixa e verifico disparidades entre bancos.
Cumprimentos!
Este meu comentário não é para falar de taxas de juros, TAE e todos os assuntos que abordas neste excelente blog: é para te desejar um Grande 2008!
@Ricardo,
O seu caso é deveras mais complexo que o normal, pelo que os cálculos também reflectem essa complexidade.
Não lhe sei dizer *exactamente* a melhor forma de calcular, mas em princípio o método a utilizar é o adoptado pelo mapa de juros. Contudo, sempre que o seu empréstimo se altera (porque recebeu mais uma tranche), é preciso reflectir a nova realidade no mapa, nomeadamente actualizando o valor em dívida.
Experimente, se tiver alguma dúvida, avise.
@Gabriel,
Recomendo-lhe que leia este artigo sobre a diferença entre TAE e TANB.
A passagem da TAN para TAE é igual para todos os bancos, é uma operação matemática que permite incorporar no valor da taxa a possibilidade de reinvestimento dos juros.
@Márcia,
Bom… a TAE é o resultado de um conjunto de taxas, nomeadamente Euribor + Spread + Despesas (e.g., seguros). Para se poder alterar a TAE é preciso alterar uma destas variáveis, sendo que a mais normal de ser alterada é o spread.
@Bikoka,
Muito obrigado pelos desejos. A todos um feliz e próspero 2008.
Obrigado pela resposta e bom ano!!!
quero começar por desejar um bom ano a todos.
eu já não posso ver créditos habitação à frente, quem me dera ter alugado casa em vez de comprar. estou a tentar transferir o meu crédito, mas estou com um problema gravissimo nas avaliações. o valor de avaliação que me dão agora é inferior ao da avaliação em 2006 em cerca de 20.000€.
snsc,
E isso está a ser determinante, no seu caso?
sim, uma diferença deste calibre tá a fazer toda a diferença.
o problema é que agora junto do BCP não sei se vou conseguir o relatório de avaliação ou pelo menos alguns dados. As minhas relações com eles não são as melhores.
Sérgio,
De certeza que há-de conseguir arranjar alguma informação a esse respeito. Nem que seja uma relação entre o valor inicial em dívida e a avaliação (que na prática é o que quer).
Bom dia.
Será que uma redução do “spread” de 0,7 % para 0,45% compensa uma transferência do crédito-habitação para outro banco?
A Caixa Galicia oferece esse “spread” aos sócios da DECO (cujas condições transcrevo abaixo). Parece-me ser interessante e, nos próximos dias, vou pedir-lhes uma simulação…
Segue-se o texto da DECO sobre o acordo com a Caixa Galicia.
As principais características deste protocolo são:
uma das taxas de juro mais baixas do mercado na perspectiva de não cliente (ou seja, de alguém sem nenhum envolvimento com o banco), para financiamentos até 80% e de 80 a 90% (spreads de 0,45 e 0,75%, respectivamente). A taxa é indexada à Euribor a 12 meses e não tem arredondamento;
não exige a subscrição de outros produtos como cartões de crédito, domiciliação de despesas e ordenados, etc., excepto de uma conta à ordem de suporte, sem custos de manutenção e com contrato também revisto pela DECO;
amortizações parciais da dívida isentas de penalização;
contrato revisto pela DECO, sem cláusulas que lesem os interesses dos consumidores;
aprovação do empréstimo pela Caixa Galicia, no máximo, 15 dias após apresentar a proposta;
mediação de eventuais conflitos entre associados e o banco, feita pela DECO.
@Nuno,
Embora a redução do spread não seja o único factor que devemos ter em conta, a sua redução é muito atractiva.
0,25 pontos percentuais ainda é um diferença significativa e ainda que existam alguns custos de mudança (nem todos eles financeiros), dificilmente não valeria a pena.
Obrigado pela sua resposta.
Tenho um crédito à habitação de 100.000 € no Montepio, a 40 anos, feito há 3. O Montepio está a cobrar-me um “spread” de 1,2% e agora “oferece-se” para baixar para 0,7 (a troco de uma comissão de 125 € e da subscrição de uma pequena poupança mensal de 5 € durante 5 anos).
Mas vejo que a Caixa Galicia faz 0,45%.
Suponho que a mudança para lá compense sempre (tanto de 0,7 como certamente de 1,2), embora a Caixa Galicia exija uma permanência de 10 anos para não pagar o custo da transferência, um cartão de crédito, domiciliação de pagamentos e os seguros feitos nas empresas deles (como o Montepio também exigiu, de resto).
Acho que vou mudar (apesar da “generosa” descida que o Montepio me oferece).
@Nuno,
Claro que a mudança é positiva.
Mas pode fazer ainda melhor: se conseguir confirmar que a Caixa Galicia lhe faz esses valores, apresente essa proposta no Montepio. Pode ser que assim “abram os olhos” e façam uma contra-proposta mais atractiva.
Se já estiver farto do Montepio, pode passar à frente
(copiado de outro forum mas de minha autoria)
Bom dia,
vamos por partes,
1º Apresentem toda a sua situação a mais dois ou três bancos distintos, preste atenção ao custos com as transferência, “quem as paga?!?! ”, custos com cartões/transferências/manutenções de conta/conta a descoberto etc. etc.
2º A única coisa que Interessa é se o gerente de conta / gerente do banco, estão interessados em lhe baixar o spread; custos. Ou não…..
3ª A minha relação com o BES leva já 4 anos, sempre as “turras” com os “gerentes” do balcão onde tenho a conta, mas sempre cheguei a bom termo.
Comecei com Spread de 1,7 , baixou para 1 , depois para 0,7 e hoje tenho 0,33
Alguns conselhos:
a) Trate o gerente do Banco com respeito, mas com total desinteresse, (sem sorrisos) o sr. Não lhe deve nada, ele é que lhe deve a si.
b) Exija qualidade, rapidez, e informações por escrito, (acredite)
c) Sempre que achar necessário faça uso do e-mail de reclamações do seu HomeBanking e da linha telefónica de apoio do banco. (as reclamações/duvidas tiradas ao balcão morrem lá, as duvidas/reclamações tiradas do site ou da linha de apoio, além de o elucidarem a si, são um factor de descrédito para o seu balcão, não tenha problema em falar em nomes e dizer que não ficou bem esclarecido ou satisfeito com a informação que lhes prestaram, não se admire se passado uns dias lhe ligarem do Balcão onde tem a conta a perguntar se precisa de alguma coisa. (vá lá saber-se porquê).
Depois de ter todas as simulações, depois de ter todos os dados, dirija-se ao balcão onde tem a conta, leve por escrito tudo que quer, (assinado e com data), e digo TUDO, devidamente suportado com as copias das simulações que lhe ofereceram. Não vá pedir, que o Sr. Não lhes deve nada. O Sr. vai é exigir
Se lhes recusarem logo à partida, envie o mesmo texto por mail para os serviços centrais do banco. (Acredite que lhe respondem)
Se lhe oferecerem uma proposta, não se dé por satisfeito, aperte com eles que ainda conseguem fazer melhor.
Depois faças as suas contas…. se fale a pena ou não manter o banco, e se pretende manter a conta no mesmo Balcão.
Como lhe fui dizendo, em relação à Instituição financeira BES, não tenho qualquer tipo de queixa, tenho tido “pegas” é com os “Doutores” que por serem gerentes de conta ou gerentes do balcão, se julgam os Donos do Banco.
Conclusão,•
na minha perspectiva, o teu principal objectivo é o de “obrigar” o banco onde tens o crédito actualmente a acompanhar a melhor oferta do mercado que conseguires,, assim evitas pagar nova avaliação do “Imóvel”.
nem que para isso tenhas de mudar de Balcão, manténs o mesmo Banco mas mudas de sitio…
já agora,,, vai ao BES noutro sitio qualquer e vai pedindo a simulação e fala do teu “problema”,,, se for um Balcão recente, o que eles querem é mostrar serviço.
(não sou expert nenhum,,, vou é dando a minha opinião de acordo com as minhas experiências.)
Pedro,
Fiz o que propôs: mostrei ao Montepio que a Caixa Galicia me faz 0,45% de “spread”. Propõem-me que aceite agora a descida dos actuais 1,2 para 0,7%, que “já está autorizada” e “não têm maneira de mudar” (pagando uma taxa de 125 € e subscrevendo uma poupança de 5€/mês durante 5 anos)… e o gerente vai “pedir” ao director regional a descida, sem custos, para 0,45 na próxima revisão contratual da Euribor (que é daqui a 6 meses). Ficaram de me dizer até à próxima semana se o tal director regional autoriza a descida para 0,45 no próximo semestre.
Claro que se não autorizar os 0,45 não ficarei no Montepio. Só estou na dúvida se devo aceitar ficar com 0,7 até lá…
e não me agrada ter de pagar aqueles custos (principalmente, a poupança de 5 €/mês; apesar de pequena, não me agrada ser forçado a fazê-la, pois não tem nenhum interesse especial para mim)…
Rogério Sousa,
Obrigado pelos conselhos. Faz-me pensar que tenho sido muito sorridente com eles… De facto, não preciso de o ser, mesmo sem deixar de ser educado ou gentil.
E, realmente, não há nada como mostrar-lhes outras ofertas… Oxalá resulte!
@Rogério Sousa,
Obrigado pelo texto. Já dava um artigo muito interessante.
Nuno,
O seu contrato só prevê revisão de spread de 6 em 6 meses? É que uma questão é a actualização da taxa face às variações da Euribor, outra é o spread.
Eu concordo consigo, não gosto nada de ser “obrigado” a poupar. E hoje em dia já existem muitas muitas alternativas.
Pedro,
Parece-me que sim.
O contrato diz que o capital vence juros à taxa de X (era 3,25 na altura), “a qual é calculada, aplicada e revista semestralmente, nos termos do documento complementar”.
Depois, o documento complementar fala na “taxa de juro” e especifica que esta “resulta da média aritmética das taxas diárias da Euribor a 6 meses numa base actual a 360 dias, do período compreendido entre o dia 20 de penúltimo mês e o dia 19 do último mês em relação ao mês da data da escritura ou das revisões semestrais”, acrescida de um “spread” de 1,2%.
E diz que a taxa de juro determinada nesses termos pode ser objecto de actualização, devendo o banco comunicar-me “a taxa que vigorará para o novo período semestral de contagem de juros”.
Aliás, pensando bem, parece-me que nem o contrato nem o documento complementar fazem referência à possibilidade de revisão do “spread”. Parece que só falam especificamente na revisão semestral da taxa.
Mas se eles baixam para 0,7%, porque não para 0,45%?
Não conheço a sua situação financeira em detalhe, mas conheço muitos casos de 0,25% de spread. Se estiver efectivo na empresa e a prestação não ultrapassar 30-35% do seu rendimento, não há razão para lhe negarem uma taxa jeitosa.
Boas.
Após ter lido todos os comentários, gostava de fazer um e se possivel tirar um dúvida:
Tenho um credito no BCP de 100.000€ a 50 anos, com spread inicial de 0.8%, periodo de carencia de 10 anos. ultimamente consegui baixar o spread para 0.5%. A minha opinião do BCP é relativamente boa, mas é um banco que exige “redea curta”, controlo constantemente a minah conta por homebanking e reclamações (e-mail, telefone e balcão) já são bastantes em apenas 2 anos.
Neste momento, estou a pensar mudar de banco (possivelmente para o santander), dado que oferecem spread de 0.4%, 45 anos, sem perido de carencia, e mais importante englobam o credito do carro num 2º seguro que tambem já tenho no BCP e sem custos de transferencia. Deste modo, conseguiria reduzir a factura mensal em 300 oiros. A grande questão que se coloca agora é devido ao preiodo de carencia: estive a pagar 2 anos, o que equivale a 8400 oiros já entregues ao banco (sem ter amortizado o credito 100.000oiros). Se passar para outro banco perco estes 8400oiros ou posso tentar recupera-los????
Obrigado.
a minha situação é exactamente a mesma Nuno, e com os mesmos bancos, e também com a possibilidade de incluir o crédito automóvel no Santander.
O problema é o valor da avaliação que me dão agora à casa, não chega nem aos calcanhares da avaliação do BCP na altura em que comprei.
Pedro e Rogério Sousa,
Voltei a “forçar” o Montepio. Tinha pedido uma redução do “spread” de 1,2 para 0,45 como faz a Caixa Galicia (aos associados da Deco e, provavelmente, a toda a gente). Tinham ficado de me responder até à próxima semana, mas, hoje mesmo, ainda sem reposta deles, voltei lá e mostrei-lhes que o Santander me faz 0,40. Levei-lhes uma simulação e um folheto sobre o acordo que o Santander tem com a associação de funcionários da minha empresa (sobre os 0,4). E voltei a fazer um novo pedido de redução…
Pareceram-me convencidos (ou resignados, não sei bem). Acho que perceberam que a minha intenção é mudar mesmo, se eles não me oferecerem as mesmas condições que obtenho noutro banco.
Ola,
Eu tenho um emprestimo no BES de 60.600 eur em 40 anos com um spread de 0,5%. Acham que me baixam o spread? a minha ultima prestação é de 295 eur, mas vai subir +- 20eur no prox mes. (Euribor 6 meses).
Obrigada,
Ana
Ana, tudo depende das suas condições financeiras/de emprego e da relação do financiamento face ao valor do imóvel.
Algumas questões:
- Qual é a sua profissão?
- Está efectiva? Em que tipo de empresa?
- Quanto representa (%) a prestação no seu rendimento mensal?
- Quanto custou a sua casa?
Sou Prospectora de vendas, estou efectiva numa empresa de informática.
Comprei a casa á 3 anos pelo valor de 62000.
obg
Ana
Ana amiga,,
levante-se juntos os seus papeis,
e faça-se á vida……
Caros,
Mais uma aventura no banco…
Afinal fiquei hoje a saber que não serei reembolsado ou o meu credito não será reajustado no valor dos 8400 euros que já paguei se juros ao BCP.
Gostava de perguntar o seguinte:
Alguem sabe se existe alguma lei que regulamente este tipo de transferencais de credito?
Obrigado.
Ana, acho que faz bem em tentar. Talvez não seja muito fácil porque a relação financiamento/hipoteca não é muito alta, mas não custa tentar.
Como entende de vendas deve até ter alguma facilidade.
Nuno,
Os 8400 euros não te serão reembolsado, de forma alguma.
Esse valor corresponde unicamente a juros, não a amortizações de capital. Mas isto é independente de mudares ou não de banco.
Tens de considerar que o valor que até agora pagaste como se fosse uma renda (de uma casa que arrendaste). Tem a vantagem de ser uma prestação mais baixa mas a desvantagem de não estares, efectivamente, a construir património.
A transferências de créditos é regulada pelo decreto-lei nº 51/2007, de 7 de Março (aprendi aqui neste blog e já me foi útil…)
boas.
Vou agora comprar casa e pedi empréstimo à CGD. A mulher da imobiliária levou-me ao gerente de um balcão e ele aranjou-me um spread de 0,4, com subscrição de alguns produtos.
Uns dias antes eu tinha ido lá fazer simulação com uma funcionária e esta tinha-me feito a 0,5 e eu disse-lhe que recebia por cheque pois a minha entidade patronal trabalhava com o BPI. Ela disse-me que bastava eu preencher uma declaração em como me comprometia em depositar todos os meses na conta da CGD e pronto.
No entanto quando voltei lá uma semana depois para completar alguns dados em falta, a senhora que me atendeu disse que se eu não domiciliasse pelo menos um dos rendimentos do casal o spread iria para os 0,5…
Para eu falar com a empresa pois não lhes custava nada.
Falei. Dizem que não podem pois devido ao acordo que fizeram com o BPI teriam de pagar €25,00…
Isto será mesmo verdade ou é mais uma peta (das que a empresa costumam inventar para implicar com alguém ou para ver se ganham algum).
É legal da parte do banco fazer isto?
É que se todos forem assim, uma pessoa a mudar sempre de emprego tem de ter conta em todos os bancos!!!!
Só mais uma coisa. Como eu não tenho conta no BPI (nem no Totta, acordo anterior), tenho de receber por cheque e só o fazem ao dia 8… é legitimo fazer isto?
(só mais uma achega - num cargo elevado da empresa existe um angariador do BPI…)
obrigado
@Luís,
Acho que quer dizer a “Senhora” e não a “Mulher”.
Os bancos fazem tudo o que podem para prender o cliente e assegurar que vão receber o “deles” e sinceramente duvido que possam ser punidos por tal.
Da 3ª vez que lá voltou, falou com a funcionário com que falou na 2ª vez? É que às vezes as coisas variam de funcionário para funcionário…
Se o Luís tiver um bom rendimento, acho que pode resolver facilmente isso. Mesmo que não tenha, tente falar com mais um ou outro banco, pode ser que lhe façam propostas mais tentadoras que possa apresentar na CGD.
Boas!
O Montepio respondeu-me, ao fim de pouco mais de duas semanas: aceitam reduzir o meu “spread” de 1,2 para 0,45… mas não para 0,40 como eu pedi (e como me faz o Santander).
A diferença entre o que pedi e o que me dão é, pois, de apenas 0,05%.
Vale a pena transferir o crédito para outro banco por causa de uma diferença tão pequena?
O Montepio exige condições: cobra uma comissão de 125 € e obriga-me a fazer uma poupança de 5 € mensais durante 3 anos.
A minha impressão é que 0,05% deve fazer uma pequeníssima diferença na minha prestação (crédito de 20.750€ a 37 anos) e, provavelmente, não compensa a transferência.
Embora outro banco me pague os custos de transferência, como quase todos fazem agora, certamente irá exigir-me outras condições (como a subscrição de outros produtos deles).
O meu actual contrato tem uma grande vantagem: não prevê penalizações por amortizações antecipadas (a não ser que seja mais de metade do capital em dívida). Suponho que isso venha a ser uma vantagem de que poderei tirar um grande proveito no futuro, se puder amortizar, pois, tal como li aqui, os bancos já não fazem contratos tão “generosos”.
Tudo isto leva-me a inclinar-me a aceitar a proposta do Montepio. Faço bem?
“rectius”: crédito de 100.750 € a 40 anos, dos quais faltam 37.
Nuno,
Parece-me que sim, fazes bem. Acho que o principal objectivo foi atingido: chegar a um spread competitivo e ao nível do mercado. Ainda que essa diferença possa representar alguns euros ao final de vários anos, a verdade é que terias algum trabalho adicional para transferir o crédito. E de facto a vantagem de poderes amortizar até 50% sem penalizações é uma grande ajuda (e cada vez mais raro).
Só mais um pequeno pormenor: chegaste a comparar a TAEG com que vais ficar com a TAEG do Santander?
Abraços.
Nuno, o meu conselho é que não deves ficar satisfeito com a primeira proposta deles, vai á procura de melhor,,
noutros bancos,, noutros balcões do mesmo banco…
e sim, a ideia é manter o crédito onde ele se encontra.
penalizações nas amortizações, tb são e podem vir a ser “negociadas”.
@ Pedro,
Não, não comparei as TAEGs. Essa taxa inclui os outros custos associados, não é?
O único custo que tenho associado ao crédito é o dos seguros e o do cartão de crédito, tanto quanto me lembro; imagino que o Santander não fosse muito mais barato, ao ponto de compensar uma transferência de crédito. Mas, sim, vou perguntar e comparar.
@ Rogério Sousa,
Esta não foi a primeira oferta deles, mas a segunda. Dos actuais 1,2%, já me propuseram 0,7 e agora 0,45.
Boas,
nuno, quanto á vantagem de puderes amortizar o credito quando quiseres sem encargos, creio que a partir da nova lei que saiu, o máximo que te podem cobrar por uma amortizacao é de 0.5% sobre o capital a amortizar. Deste modo nao impede qualquer tipo de amortizacao! O valor a pagar é muito reduzido… logo podes amortizar a qualquer momento em qualquer banco.
No meu caso, estou neste momento á espera do OK do santander para a minha transferencia de credito do BCP para o santander. Consegui juntar o credito da casa e carro (117000), reduzi os anos (50 para 45) e a prestacao (410 para 315), além de nao ter perdido as essas vantagens de amortizacao. claro que devo subscrever mais produtos do santander do que no BCP (PPR, Etc..) mas como nao vou pagar transferencias e como ja tinha essas contas no BCP, nao vejo qualquer inconveniente em mudar…..
@ Nuno Saavedra,
Pois, é verdade, assim uma amortização de 500 € custa apenas 2,50 € de comissão.
Sempre é 0,5% do valor… o que é mais um custo a somar a todos os outros que uma pessoa já tem!
Mas concordo: em termos absolutos, é despiciendo.
De qualquer maneira, a lei impõe que esse custo esteja “clara e expressamente” previsto no contrato. Se não se tiver de pagar, não há razão para estar a fazer essa “gentileza” ao banco…
Após negociação com o meu banco para reduzir o spead (passei de 1,2 para 0,5) eles disseram-me que só podiam fazer essa redução no mês do aniversário do meu contrato de crédito, o que acontece só para Outubro.
Será norma do banco ou é apenas para me “tirar” mais uns eurozinhos.
O banco é o BANIF.
alguém está o suficientemente informado para tirar essa dúvida antes de voltar lá???
O Montepio faz a alteração do “spread” na data da revisão da taxa Euribor (por exemplo, de 6 em 6 meses, se for essa a taxa escolhida).
Portanto, deve ser uma escolha de cada banco.
obrigado pelo esclarecimento Nuno
Duarte,
Eles podem fazer quando quiserem. Se calhar só lhes convém fazer em determinada altura…
Pois, a revisão do “spread” é uma alteração ao contrato. Os contratos podem ser sempre alterados, a qualquer momento, por vontade das partes (desde que não sejam cláusulas ilegais ou impossíveis).
O problema é que, tratando-se de bancos, eles impõem essas condições. E, na falta de consenso, ou não há alteração ao contrato ou uma das partes tem de ceder. Ou seja, a parte com menos poder negocial tem de se conformar.
Costuma ser o cliente…
Após vários meses de insistência com o Montepio… e após várias ameaças de transferir o meu crédito-habitação para o Santander (ameaças verdadeiras, diga-se de passagem)… o Montepio aceitou reduzir o meu “spread” de 1,275% para 0,45%.
Menos do que isto é que não consigo que me façam, apesar da minha insistência. Mas dou-me por satisfeito, por este momento. É uma redução bastante significativa. O Santander ofereceu-me o,4 mas, em boa verdade, não sei se seria exactamente 0,40.
Portanto, acho que acabei por conseguir que me fizessem uma oferta competitiva.
Felizmente, acabo por não ter de mudar de banco. O Montepio não deve ser dos piores… em termos da maneira como lida com os clientes…
E acho que eles devem ter razão quando dizem que, neste momento, esse “spread” já é bom para as condições do mercado (e nas minhas circunstâncias, claro). As notícias de crise e de falta de liquidez de grandes bancos internacionais não são nada animadoras…
O que não consigo é que mo façam antes da revisão semestral da taxa. Mas também isso não é grande problema, pois está quase a acontecer.
Nuno, foi sem dúvida uma batalha ganha!
É mais uma prova que frequentemente a nossa insistência traz frutos muito positivos. E que desistir nunca deve constar dos nossos termos.
Curiosidade… assim de repente o teu spread diminui aproximadamente -65%. É obra.
Parabéns
Tenho uma certa duvida com estas coisas de credito habitaçao.
tenho um credito habitaçao na CGD de 90.000euros
a data de contrataçao foi em 18/04/2005 e actualmente com uma mensalidade de 593.98euros mes,com uma taxa efectiva de 6.964% indexada a lisbor a 6 meses sera este valor normal.ou sera excessiva.
questionome com isto porque tenho ouvido que a pessoas que tem creditos habitaçao de 100.000 euros que pagam muito menos do que eu pago
tenho ouvido falar que se pedir a revisao do spread eles podem baixar a prestaçao mas e assim tao facil pedir a revisao do spread ou uma pessoa tem de fazer mais alguma coisa .
e ja agora como faço para pedir a revisao do spread
obrigado pela atençao
Paulo,
Efectivamente uma taxa de 6,964% parece-me bastante elevada.
Tentar negociar é sempre possível, mas convém que tenhas bons argumentos. Por exemplo, se estiveres a ganhar mais, efectivo ou algo do género deverás representar um menor risco para o banco, facilitando a redução do spread.