Evolução energética: Motor a Ar Comprimido

Publicado Maio 16, 2007 by Pedro Dias

Motor a ar comprimido

O mercado energético, em especial o petrolífero, tem particularidades desconhecidas pelo comum dos mortais (grupo onde me incluo) – “lobby” energético.

Têm-se verificado ao longo do tempo algumas iniciativas dedicadas às energias alternativas, no entanto no que se refere à “alimentação” do principal meio de transporte das pessoas – o automóvel – parece difícil o abandono dos combustíveis à base de petróleo.

O motivo deste artigo, para além de participar pela primeira vez num blog, querendo deixar aqui o meu apreço pela qualidade do blog do Pedro Pais, pessoa amiga e pela qual tenho muita estima, destina-se a partilhar o meu reduzido conhecimento sobre o motor alimentado a Ar Comprimido, do qual tomei conhecimento recentemente, bem como “desafiar” um debate sobre esta tecnologia ou outras alternativas aos motores tradicionais.

O motor de Ar Comprimido (Mdi), foi desenvolvido por Guy Negre, e segundo dizem os impulsionadores do mesmo, tem potencial para ser convertido num dos maiores avanços tecnológicos deste século – redução de custo e poluição zero (ou quase).

Principais características de um carro movido por um motor Mdi:

  • Aproximadamente €1,4 por cada 200/300km;
  • Como não tem combustão não tem contaminação;
  • A autonomia no primeiro protótipo finalizado é duas vezes superior a autonomia do carro eléctrico mais sofisticado (entre 200 e 300km, ou 10 horas de funcionamento), no qual é favorável no mercado onde 80% dos motoristas conduzem menos de 60km ao dia;
  • Velocidade máxima 130km/h;
  • Devido à ausência de combustão e resíduos, a troca de óleo (1 litro de óleo vegetal) ocorre a cada 50.000km;
  • A temperatura do ar purificado que sai do escape está entre 0ºC e – 30ºC. Permitindo assim a utilização para o próprio ar condicionado do carro.

Para o leitor interessado na matéria, aqui fica o site através do qual tomei conhecimento do tema – http://www.motormdi.com

Para uns esta poderá ser uma oportunidade de investimento, para outros, como eu, o alimentar da esperança por um mundo “mais saudável”…

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114 Responses to Evolução energética: Motor a Ar Comprimido

  1. Oscar Bernardes disse:

    Fantastico

  2. António Manuel Dias disse:

    No entanto, é necessário não esquecer que é preciso poluir para comprimir o ar. Ou seja, este carro, tal como os eléctricos, não são são propriamente “não poluentes”, são apenas de poluição diferida: deixa de ser junto ao carro para passar a ser no local onde é gerada a energia para comprimir o ar.

  3. André Luiz Neves da Silva disse:

    O Colega António Manuel Dias se esqueçeu que a enegiar eletrica para comprimir o ar ,não é necessariamente de uma fonte poluidora.
    Como a fonte hidrieletrica.
    E o Futuro promete celulas foto-eletricas com mais de 50% de eficiencia, que vai permitir humanidade só dependa da enegia solar.

  4. António Manuel Dias disse:

    André Luiz Neves da Silva:

    Não me esqueci que alguma energia pode ser obtida de fontes não poluentes. Mas sei que, pelo menos actualmente e no médio prazo, apenas uma minoria é proveniente de fontes “limpas”. Basta olhar para os gráficos nesta página para perceber isso:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Electrical_generation

  5. Edson disse:

    O nosso amigo Antonio Manuel dias,em sua explanação também esqueceu de um detalhe,muito importante: e se a energia usada para comprimir o o ar fosse proviniente de uma usina elétrica eólica(Usina que produz energia com as forças dos ventos) Assim o carro mdi seria totalmente limpo.
    Concordam comigo?

  6. António Manuel Dias disse:

    Edson: tal como expliquei no comentário anterior, eu sei que a energia eléctrica pode ser produzida a partir de fontes não poluentes (já falaram de algumas, mas ainda há mais, como a energia das ondas e a geotérmica, por exemplo). O problema é que actualmente, e no futuro próximo, a não ser que alguém descubra uma fonte suficientemente poderosa e barata para as substituir, as principais fontes serão os combustíveis fósseis e o nuclear. Não há forma de ultrapassar isto, são as únicas suficientemente abundantes e poderosas para gerar toda a energia de que a humanidade precisa.

    Sim, eu sei que as energias alternativas estão a crescer e algumas, como as baseadas em fontes vegetais renováveis (óleo de soja, álcool) têm mesmo um grande potencial de evolução. Mas também sei que as necessidades de energia estão a aumentar de igual modo e, com o petróleo a começar a dar sinais de esgotamento (e vejamos as guerras que estão a acontecer pelo controlo das últimas grandes áreas de produção e suas rotas de distribuição), apenas o carvão e o nuclear parecem ter potencial para o substituir no médio prazo. É por isso que continuo a dizer que esta hipótese (ar comprimido) como os carros de motores eléctricos ou a hidrogénio mais não fazem que transferir a poluição atmosférica de local, com uma agravante — as perdas energéticas naturalmente ocorrentes da conversão fazem com que a poluição resultante seja maior que se os carros fossem movidos directamente a motores de combustão normais. Aliás, se o motor de combustão for movido a óleo de soja ou álcool, o CO2 final resulta da combustão de carbono há pouco tempo retirado da atmosfera (para produzir a planta que lhe deu origem), pelo que se pode considerar que estes são muito menos poluentes :)

    A única forma limpa que vejo para se sair deste ciclo vicioso em que a nossa necessidade energética nos colocou será a notícia de um desenvolvimento nos reactores de fusão… mas isso é, para já, o campo da ficção científica.

  7. Pedro Jungbluth disse:

    Claro, achei tudo muito interessante, principalmente os comentários do esclarecido António Manuel Dias.

    Queria ressaltar que o motor a ar comprimido vem a ser um substituto do motor elétrico, que também tem os mesmos problemas que você citou da origem da energia utilizada.

    Em comparação aos elétricos, são mais baratos de produzir pela simples ausência da bateria, têm maior autonomia e geram mais desempenho.

    Não são solução para os problemas de poluição, mas diminuem alguns efeitos, o principal seria a desconcentração de emissões nos grandes centros urbanos, não só de poluentes químicos, mas de emissão direta de temperatura. Se imaginarmos uma utópica conversão imediata de todos os carros a combustão por de ar comprimido, a qualidade de vida nas cidades melhoraria muito.

    É muito mais fácil e barato se controlar as emissões em uma usina que produza energia elétrica, do que em cada veículo, principalmente nos países mais pobres.

    E o consumo de petróleo cairia vertiginosamente caso todos usassem carros a ar comprimido, ao mesmo tempo que usinas térmicas e nucleares teriam que ser reforçadas.

    Além disso tudo, poderíamos imaginar que os carros a ar comprimido tem manutenção tão barata (como a opção de usar óleo vegetal para lubrificação que dure 50 mil km) que poderia ser obrigatório, na compra dele, também um cilindro extra que ficasse em casa, com sistema de compressor por energia solar, sem com isso ficar mais caro que um carro elétrico.

    Isso traria grande eficiência ao sistema a curto prazo, e reduziria totalmente o consumo energético poluente.

  8. heron disse:

    ..Pois é amigos,agora me explica como voces, que são Brasileiros, estao divulgando uma reportagem dessa, e nós temos um brasileiro , que “realmente inventou e PATENTEOU essa invenção, olha um exemplo http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1872911-EI300,00.html
    Analizem a data que ele inventou e patenteou…me responde essa.
    Quanto a energia para produzir…mais vale 10 usinas poluidoras funcionando que um “Poço de Petróleo aberto…Voces sabem o quanto eles poluem?…a proposito eu trabalho bem no meio de sete delas…

  9. heron disse:

    E essa invençao, pôs por terra toda tecnologia até agora inventada, carro solar, carro a hidrogênio, carro eletrico, e ainda limpa o nosso ar…precisa mais?

  10. heron disse:

    E quanto a essa “estoria” do Frances, ta me lembrando Santos Dumont e os americanos Wilbour e Orville Wright …ta acontecendo de novo

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