3 incentivos para renegociar o seu spread

Publicado Julho 16, 2008 by Pedro Pais

1. É fácil

Se tiver um spread alto (superior a 0,6 pontos percentuais) e uma condição profissional estável é muito fácil reduzir o seu spread.

Comece por ir falar directamente com o seu gestor de conta e diga-lhe que as suas condições não são competitivas e que com a crise que está instalada precisa que o banco lhe reduza o spread. Se ele não ceder, faça o pedido por escrito. Em último caso, ameace que vai trocar de banco: é quase certo que terá algum resultado.

Lembre-se, nos dias de hoje 0,35-0,4 de spread é o normal. Por isso aponte bem para baixo: 0,25.

2. É (vai ser) de borla

Alguns bancos cobravam um valor (não tão pequeno quanto isso) pela renegociação do crédito (ou mesmo só do spread), o que anulava grande parte das vantagens da dita renegociação. Felizmente foi aprovado um Decreto-Lei que proíbe os bancos de cobrarem comissões na renegociação dos créditos. Além disso, qualquer renegociação deixa de poder depender de exigências adicionais (como contratação de outros produtos bancários).

O DL ainda não foi promulgado pelo Presidente da República, mas acredito que brevemente entrará em vigor.

3. Pode poupar muito dinheiro

Este é o principal incentivo: poupar dinheiro. Quando reduz o spread, reduz o custo do crédito e reduz a respectiva prestação mensal. Podem ser umas poucas dezenas todos os meses, mas serão algumas centenas todos os anos e vários milhares no total do empréstimo.

A título de exemplo, num crédito de €150 000, a 30 anos, uma redução de 0,3 pontos percentuais pode originar poupanças anuais superiores a €300 e mais de €10 000 no total do empréstimo. Nada mau, hein?

4. (Bónus) Fica menos sensível à subida das taxas

Como a sua taxa global é mais baixa, fica menos sensível a futuras subidas da taxa de juro de referência (Euribor) – digamos que ganha uma almofada. Ou seja, se as taxas subirem o valor absoluto adicional que vai pagar é menor.

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142 Responses to 3 incentivos para renegociar o seu spread

  1. BL disse:

    “Lembre-se, nos dias de hoje 0,35-0,4 de spread é o normal”
    Esses valores continuam a ser o “normal” mesmo com a subida dos spreeds que se tem verificado nos últimos tempos?

    Cumps,
    BL

  2. Pedro Pais disse:

    BL, nos casos que conheço, sim.

  3. Sérgio disse:

    Parabéns pelo blogue, sem dúvida uma grande ajuda.

  4. Paula disse:

    O spread só por si é suficiente para pagar um mensalidade inferior? A Tx de juro euribor, a 3 meses por ex, é a mm praticada por tds os bancos? O valor residual compensa? E pedir tx de juro fixa?
    Ob pela ajuda!

  5. Nuno Ferreira disse:

    Só gostava de saber qual é esse decreto-lei (numero) e quando entra em vigor
    Abraços

  6. Pedro Pais disse:

    @Paula,

    O spread só por si pode não justificar a diferença de mensalidades. Existem outros factores, como seguros, comissões, etc…
    Quanto à Euribor a 3M, é aplicada a mesma pelos diversos bancos (embora consoante o contrato possa estar a ser adoptada a média de um ou outro mês).

    @Nuno,

    Neste momento não lhe sei dizer, mas se obter mais informação aviso.

  7. Nuno Ferreira disse:

    Pedro, Obrigado, caso eu tenha mais informações entrarei em contacto.
    Obrigado

  8. Maria João disse:

    PARABÉNS Pedro, o Blog é extraordinário!!
    De vez em quando dou uma espreitadela e encontro sempre coisas interessantes.
    Já percebi que o tal decreto-lei que proíbe a cobrança de uma valor pela renegociação do spread, bem como a obrigatoriedade de subscrever novos produtos, ainda não foi publicada, certo?
    Que pena, é que eu renegociei o meu spread com o Santander Totta, no dia 28/7/2008 e “obrigaram-me” a subscrever um novo produto (seguro de vida), com o aviso de que me vão cobrar a tal taxa de renegociação.
    Ah e como tinha efectuado o pedido de renegociação, se não o aceitasse, o spread subiria mais 1%… Giro, não é?
    Isto será legal?

    Cumprimentos,
    Maria João

  9. Jorge disse:

    Bom dia Pedro, este BLOG está muito Bom mesmo.

    Muitos Parabéns :)

    Por essa razão , gostaria que me desse a sua opinião relativamente à taxa fixa que os bancos estão a propõr aos clientes, que é o meu caso.

    No momento em que nos encontramos, com a inflação e provavelmente os juros a subir, quais serão as melhores condições para uma taxa fixa que devemos negociar com os bancos?

    Será que vale a pena avançar para a taxa fixa?

    Tenho receio, que ao avançar esteja a fazer asneira ao aumentar consideravelmente a minha divida.

    Eu neste momento tenho um spread de 1.1%. O banco está a propôr reduzir o spread para 1, uma taxa fixa a 5 anos (Na proposta não consigo perceber qual é o valor da taxa), e ainda o aumento de mais 3 anos para o crédito habitação .

    Tenho os seguintes produtos:
    Crédito Habitação (40 anos)
    Super Crédito Total(Efectuado com o Crédito habitação)
    Crédito Ao Consumo
    Cartão de crédito (que não dou muito uso)
    Domiciliação Ordenado
    Pagamentos Domésticos

    Que mais questões devo pôr ao Banco ou como devo negociar com eles para melhorar as minhas condições?

    Agradeço a sua atenção.

    Jorge Neves

  10. Jorge disse:

    Mais um dado importante.

    Entretanto na proposta para a taxa fixa ainda me querem obrigar a ficar com outro produto.

    E isto não me agrada

    Obrigado
    Jorge Neves

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