Melhores artigos de Janeiro
Publicado Fevereiro 4, 2008 by Pedro Pais
O mês de Janeiro foi focado no tema da poupança e nesse sentido gostaria de destacar os seguintes artigos:
- Electricidade: optar por tarifa simples ou por tarifa bi-horária? – Um estudo comparativo da opção entre a tarifa simples e a tarifa bi-horária. Complementado pela criação do simulador de tarifas de electricidade
- Testemunho de poupança – Dicas práticas de um leitor sobre como poupar facilmente
- A regra dos 10 segundos – 10 segundos que o vão fazer poupar muito dinheiro
Como é habitual, a página com as médias mensais da Euribor foi actualizada com os valores de Janeiro.
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Vejam só…. a isto eu chamo dedicação! Não só por manter o blog actualizado como também preocupar-se em alertar o que se passa no mundo. Destacando mês após mês os que acha mais interessantes. Parabéns Pedro. Continua assim.
Olá Pedro. Parabéns pelo blog e pelo pelo trabalho e dedicação. Gostava de lhe colocar uma questão que tem a vêr com uma Conta Poupança Habitação que eu tenho na Caixa Geral de Depósitos (salvo erro, a Taxa é de 2,1%). De acordo com o novo Orçamento de Estado foram levantadas as restrições de movimentação ao dinheiro que estava cativo em CPH para todas as situações em que esse mesmo dinheiro foi depositado no banco antes de 1 de Janeiro de 2004. Certo? O meu caso é o seguinte: fiz depósitos na CPH ao longo de diversos anos, inclusivamente em 2003 e em 2004. A questão que coloco é a seguinte: de modo a não devolver ao Estado os BenifÃcios Fiscais que usufruÃ, será possÃvel resgatar o dinheiro que depositei na CPH até 2003 (inclusivé), deixando o valor referente ao depósito do ano de 2004? Sendo possÃvel, os juros referentes ao depósito de 2004 também terão que ficar cativos? É que a taxa de 2,1% sabe a muito pouco… Um abraço.
Olá Ricardo.
A tua questão é muito interessante e fala de um assunto relevante para muita gente. Estive a procurar e encontrei este comunicado do Governo e esta notÃcia do Jornal de Negócios.
Há dois parágrafos que destaco.
Do Comunicado:
“5. De qualquer modo, e visando assegurar a cabal protecção dos direitos dos depositantes, o Ministério das Finanças e da Administração Pública irá promover, de imediato, as medidas necessárias para o efeito clarificando, em conformidade com o regime fiscal aplicável, que não haverá qualquer penalização em termos de taxa de juro relativamente à parte do saldo resultante de depósitos efectuados até 31 de Dezembro de 2003.”
Da notÃcia:
“[...]clarifica-se que a penalização dos juros pela utilização de saldos das Contas Poupança-Habitação para os fins não previstos na lei passa a ser aplicável apenas à mobilização dos saldos resultantes de depósitos efectuados após 1 de Janeiro de 2004, sendo proibida a aplicação nos restantes de qualquer penalização”
Portanto, parece-me que resistem poucas dúvidas se podes resgatar os montantes respeitantes a depósitos até (inclusive) 2003. Podes (ainda assim confirma com o banco antes de o fazeres).
Quanto à possibilidade dos juros de 2004 terem de ficar cativos, não encontrei qualquer referência, mas parece-me que sim, que vão ficar cativos.
Abraços
Viva Pedro! Antes de mais obrigado pelo esclarecimento no que toca à CPH – fui já ao banco tratar do resgate a que tenho direito. Tenho porém outra dúvida que agradecia que me esclarecesses. Se calhar é daquelas dúvidas básicas que eu não deveria ter… dado que já ando a negociar na bolsa há cerca de 1 ano: trata-se dos impostos que devem ser declarados sobre as mais valias. Ou seja, “ouvi dizer” a boa gente o que vou relatar a seguir: vendendo um determinado tÃtulo (acção) antes de prefazer 1 ano (365 dias) em carteira, deverão ser indicadas as mais valias na declaração de IRS, tendo o Estado direito a 10% dessas mais valias, em forma de imposto (ou seja, terei que pagar 10% das mais valias ao Estado). Vendendo o tÃtulo após 1 ano em carteira, não é necessário declarar essas mais valias, logo o Estado não cobra qualquer montante (imposto). Se não houver mais valias, ou seja, perde-se dinheiro na venda do tÃtulo em carteira, quer antes quer depois dos 365 dias, não é necessário declarar nada. Isto que acabei de mencionar está correcto? Onde poderei encontrar documentação na internet que me esclareça esta dúvida? É que a entrega da declaração do IRS está quase à porta… Abraços!
Viva.
Quanto à bolsa, é assim que funciona:
- Se tiveres mais valias em negociação de acções que tens há mais de 1 ano, não és tributado sobre as mesmas. Contudo, tens de as declarar na mesma (penso que no Anexo J1).
- Se tiveres mais valias em negociação de acções que tens há menos de 1 ano tens de declarar ou és tributado. Podes optar por englobar no teu rendimento “normal” ou serem tributados à parte. Se for à parte é tributado a 10%.
Abraços e espero ter ajudado.
Boas, tambem me iniciei na bolsa em 2007, e em cerca de 50 transações obtive um lucro de cerca de 5000€ , e em uma meia duzia de transações tive um prejuizo de 1000€ , será que posso declarar como mais valia a diferença entre estes dois valores, ou apenas as que geraram lucro. Será que tenho que declarar nos impressos todas as transações ou apenas o saldo anual ?
VÃtor,
Tens de declarar apenas pelo saldo anual.
Podem ver mais informação no site do Millennium bcp, têm uma secção muito completa.
Vitor
Por curiosidade qual é o Banco que utilizas para efectuares a transacção de acções? Calculo que o fazes pela internet…
Obg
Caixa Banco de Investimento (CGD) , pela net claro…
Eu cá uso o Best, mas não se pode dizer que seja um investidor muito activo.
Já conheço alguns bancos ao nÃvel da net… no entanto, neste momento, estou a gostar bastante do BIGonline, tem um site mto intuitivo e “transparente”…
Tb não sou uma grande investidora, só agora é que estou a iniciar-me no mercado de capitais, mas com algum receio, dada a actual crise que existe nos mercados internacionais…
@Fátima,
Estás mais segura desde que penses numa perspectiva de longo prazo, diversificada e com uma análise minimamente fundamentada. Deves diversificar o teu investimento não só no tipo de activos (acções, obrigações, depósitos, etc), como também a nÃvel geográfico e de sector.
Quanto à crise, costuma dizer-se que quando toda a gente está a vender é que é a melhor altura para comprar…