Poupança prática

Publicado Novembro 12, 2008 por Pedro Pais

Simples gestos como apagar as luzes dos compartimentos que não estamos a usar, fechar a torneira quando lavamos os dentes, usar a descarga mais fraca do autoclismo quando não é necessária a mais forte, fechar a torneira quando estamos a “ensaboar” a loiça, podem não render milhares, mas incutem em nós o espírito da poupança.

No entanto, há outros gestos que fazem realmente diferença no orçamento familiar. De grosso modo, vêem-me à mente:

  • Tomar o pequeno-almoço em casa. Nada como tomar um belo pequeno almoço em casa. Com direito a uma peça de fruta, um iogurte, cereais, uma torrada, até mesmo uma tosta, leite, café. Alem de ser mais económico é sem dúvida mais saudável e equilibrado. Uns simples 2 a 3 euros diários podem render ao fim do mês 90 euros. E para isso não necessita de se levantar muito mais cedo, porque, não esqueça, também perde tempo quando o toma no café.
  • Levar qualquer coisa para almoçar no trabalho também é uma boa opção. Hoje em dia grande parte das empresas dispõe de um local, basicamente equipado, para aquecer o almoço. Por experiência própria sobra sempre qualquer coisa do jantar que se pode utilizar para o almoço. Para quem não tem essa facilidade, umas sandes, uns iogurtes, uma salada e fruta são boas alternativas, mesmo que não diariamente, ao restaurante. Além de poupar cerca de €200/mês, tem o prazer de não ficar a cheirar a fritos depois da refeição.
  • Supere a tentação de comprar várias revistas semanais, ou diversos jornais diários. Naturalmente as grandes noticias são as mesmas em toda(os)s. Assistir ao telejornal, coloca-nos de modo geral bem informados.
  • As crianças naturalmente estão a crescer. Assim não abuse na compra de roupas. Rapidamente deixarão de lhes servir. Se o número de peças for exagerado para as necessidades da criança, depressa verificará que no fim da estação foram pouco usadas. O mesmo se aplica aos sapatos.
  • O mesmo para si. Aposte nos básicos e de cores neutras. Um bom fato, de bom corte, de cor neutra, facilmente poderá usar por vários anos. Pequenos detalhes farão a diferença. Uma gravata ou uma camisa, no caso dos homens. Um colar ou uma echarpe para as mulheres. São itens baratos com os quais poderá variar bastante, dando-lhe logo uma aparência diferente. Um bom par calças e/ou saias podem ser combinadas com variadíssimos tops, camisas, casacos, túnicas etc.
  • Atenção aos serviços de televisão por cabo. Facilmente pode aderir a um pacote, do qual não vai usufruir. Para quê tantos canais se dificilmente os vê a todos?
  • Muitas pessoas ao comprar um carro, raramente se dão conta que o custo inicial não é o custo real do carro. Não se esqueça dos consumos, dos seguros, das revisões, das inspecções e nem do “selo”. Por vezes faz-se um “sacrifício” para comprar o carro dos sonhos, esquecendo-se que as despesas correntes são bastantes elevadas. Um carro de alta cilindrada, bastante equipado, não tem os mesmos valores de manutenção de um carro mais básico.
  • Tem a sua família real necessidade de ter dois ou mais carros? Com organização não poderão reduzir o número de viaturas? Por vezes mais vale andar esporadicamente de táxi, do que ter um carro parado, somente para as eventualidades.
  • Os passeios de fim-de-semana são deveras uma tentação. O passeio num shopping é certo e sabido que termina numa compra, nem sempre necessária e muitas vezes evitável. Existe uma grande diferença entre o essencial e o desejado, em especial porque a lista do que se deseja não tem fim. Experimente um passeio ao ar livre. Parta à descoberta da sua cidade. Vai ver que existe muitos pormenores que desconhecia.
  • Vença a tentação de usar o telemóvel, para um simples “Está tudo bem?”, “Chegaste bem?” ou “Demoras muito?”. Se não se lembra, até há pouco tempo o telemóvel não existia e todos nós passávamos bem sem ele. Claro que faz falta, mas use com ponderação.

É claro que cada um tem as suas prioridades e prazeres. O que para uns é um prazer, para outros é algo a que não dão qualquer importância. Utilize o seu dinheiro em necessidades e em algo que lhe dê realmente prazer, para não correr o risco de o gastar e nem sequer saber em quê. Use-o com moderação e critério.

Artigo escrito por Sofia Pereira, no âmbito do passatempo “A Bolsa Para Iniciados”.

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